IPAD em Momentos Bons!!!

"Muitos Falam em Religião, Mas Só Quem Faz SEFORT Entende..."

SEFORT - Seminário Superior de Formação Teológica. Desde 1999 Formando obreiros para o Ministério Cristão. As aulas já começaram, portanto procure matricular-se o mais breve possível!!! Maiores detalhes na matéria abaixo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CONSAGRAÇÃO DE OBREIROS

CONSAGRAÇÃO DE OBREIROS

A Igreja Pentecostal Assembleia de Deus, Campo de Palmares, no último dia 22 de maio, consagrou vários irmãos para servirem na Obra do Senhor.

O Pr. EDILSON JOSÉ DO NASCIMENTO, MD Presidente do CORENE (Concílio Regional Nordeste) esteve presente e ele mesmo fez a cerimônia consagratória.

Pr. Edilson José (Presidente do CORENE) e ao seu lado Prs. Gesse James e Pr. Manoel Arcanjo (Pastor-Presidente do Campo).

Foram consagrados ao Presbitério:
- Geraldo Francisco de Oliveira
- Robson Santos Alves Barros
- José Roberto Rodrigues da Silva
- Manoel Gomes da Silva
- Luciano Rodrigues da Silva


Foram consagrados ao Diaconato:
- Manoel Belo da Silva Filho
- Josinaldo de Oliveira
- Severino Alves da Silva
- Luiz Miguel dos Santos
- Daniel Paulino da Silva
- Edilson de Mendonça Gomes
- Antonio Teixeira da Silva
- José Marques da Silva



Foram apresentados para servirem como Membro-Auxiliar:
- José Roberto da Silva
- José Carlos de Amorim Gomes
- Adeone José da Silva
- José Toni Silva
- Cícero Antonio Azevedo Dantas
- Severino Amaro
- José Milton da Silva
- Cloves Paulino da Silva
- Antonio Pereira da Silva
- José Fernandes
- Givanildo Araújo de Moura
- Jorge Eduardo Gomes Correia
- Marcelo João da Silva
- José Sebastião da Silva
- Gercínio Vicente da Silva
- Manoel Jonas Porto da Rocha





Informamos também que a Igreja Pentecostal Assembleia de Deus em Palmares tem como Pastor-Presidente o Pr. Manoel Arcanjo da Silva.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

CAMPO DA IGREJA PENTECOSTAL ASSEMBLEIA DE DEUS REALIZA NOVO BATISMO

A Igreja Pentecostal Assembleia de Deus em Palmares, na gestão do Pr. MANOEL ARCANJO DA SILVA, realizou no dia 19 de abril passado, o batismo de 08 novos irmãos, que desceram às águas batismais com a segurança que é peculiar a todos os novos batizandos: nasceram de novo e estão declarando este novo nascimento com o batismo.

A cerimônia batismal foi realizada no Engenho Estrela do Norte, tendo a participação da Congregação em Newton Carneiro.

É a sua, a nossa IPAD crescendo e avançando cada vez mais nos mais distantes lugares do nosso Campo! avante IPAD, o Senhor é contigo...

Na foto abaixo, Pr. Manoel Arcanjo, junto com o Pb. Manoel.




quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cristãs serão julgadas amanhã

Maryam Rustampoor e Marzieh Amirizadeh

IRÃ (2º) - As cristãs iranianas Maryam e Marzieh foram soltas no dia 18 de novembro de 2009, após passarem mais de nove meses na prisão de Evin, em Teerã por causa de sua fé em Cristo.

Conheça mais sobre esse caso.

Agora, os cristãos no Irã pedem nossas orações, pois essas cristãs comparecerão amanhã, 13 de abril, ao tribunal, para serem julgadas das acusações pendentes, de propagar o cristianismo e de apostasia (neste caso, abandonar o islamismo). A terceira acusação, de realizar atividades contra o Estado, foi retirada na última audiência, em outubro.

Maryam e Marzieh estão fisicamente debilitadas. No entanto, apesar das dificuldades, elas estão determinadas e permanecerem fiéis ao Senhor e falar a verdade no tribunal independente dos riscos.

Pedidos de oração

Ore para que elas sintam a presença do Senhor durante o julgamento.

Ore para que a paz de Deus proteja os corações dessas jovens.

Ore para que as acusações sejam retiradas.

Ore para que elas se recuperem física, mental e espiritualmente.

Tradução: Missão Portas Abertas (www.portasabertas.org.br)

Fonte: Middle East Concern
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quarta-feira, 31 de março de 2010

Polícia aceita falsas acusações e prende três cristãos

ÍNDIA (26º) - Três cristãos indianos foram presos sob acusações falsas de “forçar conversões” em Hunsur, uma cidade do distrito de Mysore, estado de Karnataka, no dia 25 de março de 2010.

De acordo com o Global Council of Indian Christians (GCIC), um parente de um cristão chamado Thammaiah ficou doente e faleceu na terça-feira, dia 23 de março.

Familiares enfurecidos chegaram até o local onde o funeral estava sendo realizado, e agrediram os cristãos que estavam presentes na cerimônia. Durante a briga, um dos agressores escorregou e feriu a cabeça.

Quando viram que seu companheiro estava ferido, o grupo foi até a delegacia mais próxima e registrou uma queixa contra os cristãos, alegando que eles tentavam converter pessoas “à força”. A polícia aceitou e prendeu três cristãos ligados ao caso, que agora são mantidos na prisão de Virajpet.

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: ANS
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Jovem pastor é condenado a dez anos de prisão

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Uzbequistão

UZBEQUISTÃO (10º) - No dia 18 de janeiro, a polícia do Uzbequistão prendeu o pastor Tohar Haydarov, 27, o levou para uma delegacia e o pressionou a renunciar sua fé. Quando ele se recusou, eles plantaram drogas em seu bolso. A polícia confiscou as chaves do pastor Tohar, revistou sua casa e, supostamente, encontrou mais drogas.

O pastor foi agredido e forçado a assinar alguns papéis.

Os batistas não puderam testemunhar no julgamento dele, no dia 4 de março. Em 5 de março, o pai de Tohar foi encontrado morto em sua casa. De acordo com um relato oficial, ele morreu como resultado de um choque elétrico acidental. No dia 9 de março, um tribunal condenou o pastor Tohar a 10 anos de prisão sob acusações de posse de drogas e tráfico. Os batistas e os vizinhos do pastor Tohar declaram que ele é um homem honesto e puro, e inclusive assinaram um documento confirmando o bom caráter do pastor.

Pedidos de oração

• Ore para que Deus interfira no país, para que o Uzbequistão defenda a Igreja inexperiente que está sendo agredida e perseguida, frustrando os planos maus e edificando sua Igreja.

• Ore pelo pastor Tohar Haydarov, condenado a 10 anos de prisão por um crime que ele não cometeu, e pelo pastor Dmitry Shestakov, da Igreja Evangelho Pleno, condenado a quatro anos de prisão por suas atividades religiosas. Que eles possam ser usados para a glória de Deus, confiando no amor a na graça de Deus.

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: ANS
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quarta-feira, 24 de março de 2010

Governo adia julgamento de assassinos de cristãos

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Egito

EGITO (20º) - Os cristãos egípcios estão muito chateados porque o governo adiou novamente o julgamento dos três muçulmanos acusados de assassinar seis jovens cristãos que celebravam o Natal na igreja de Nag Hammadi (entenda o caso).

É a segunda vez que o governo egípcio remarca o julgamento dos três homens: Hammam al-Qomy, Oreshi Abul Hagag e Hindawi Sayed Hassan. A primeira mudança aconteceu em 13 de fevereiro, quando o juiz adiou o julgamento para o dia 20 de março.

A nova data estabelecida é 18 de abril.

“Eles adiaram o julgamento duas vezes, e o farão novamente”, afirmou Wagih Yacoub, um ativista de direitos humanos copta. “É por isso que estamos preocupados. Logo o caso será abandonado, e um dia acordaremos e perceberemos que os caras foram inocentados, e ainda andam tranquilamente pelas ruas depois de terem matado seis jovens durante o Natal”.

“Os coptas estão furiosos com esse adiamento. Nós o rejeitamos e pedimos uma atitude imediata.”

“Uma organização deduz que assim que os assassinatos dos cristãos coptas em Nag Hammadi forem esquecidos, o juiz emitirá uma sentença leve, no máximo cinco anos de prisão, com direito à fiança, e os criminosos serão soltos.”

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Christian Post
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A escolha de Lula

Em sua visita a Israel, Lula não quis depositar uma coroa de flores no túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista. Chegando aos “territórios palestinos”, colocou uma coroa de flores na tumba do terrorista-mor Yasser Arafat.

Não há ninguém que não deseje a paz para o conflito do Oriente Médio, até mesmo por algum milagre. O cansaço do mundo está à espera de uma solução para dar fim às tragédias que ali se confrontam há mais de 50 anos. Não há, pois, nenhuma restrição às tentativas do presidente do Brasil de promover o entendimento entre dois povos que, tivessem conseguido conviver em paz, já teriam transformado a região em uma das mais prósperas do planeta. O que não falta ali são cérebros, mão de obra abundante e também – como dádiva da natureza inóspita – tenacidade, espírito de luta e perseverança. Até este momento, o que se ouviu não passou de retórica, a mesma retórica que o presidente usa em seus pronunciamentos internos no Brasil.

Não há nada de novo na sua proposta de dois estados – Israel e Palestina – lado a lado, cada qual se comprometendo com a segurança do outro. É a partilha aprovada na memorável sessão da ONU, presidida por Oswaldo Aranha, em 1948. Os judeus proclamaram seu Estado, os países islâmicos discordaram da partilha e foram à guerra para impedi-la. Até hoje, com exceção de Egito e Jordânia, nenhum deles reconhece Israel e mantêm declaradamente sua intenção de “varrer do mapa a entidade sionista”. Sequer o nome do país eles se permitem dizer. Dentro deste quadro é improvável qualquer acordo, apenas fazendo conversar israelenses e palestinos. Por mais bem-vindos que sejam os “vírus da paz”, que o presidente Lula diz possuir no DNA, não é aderindo ao belicismo nuclear do Irã, inclusive lhe fornecendo urânio, que ele há de provar a sinceridade de sua oferta de mediação.

Abbas, o sucessor de Arafat, é quase sempre apresentado como moderado - mas sua tese de doutorado na Universidade de Moscou foi sobre a negação do Holocausto.

Mais: cheira até a hipocrisia no momento em que a delegação brasileira recusou publicamente a inclusão de visita ao túmulo de Theodor Herzl, cujo sesquicentenário de nascimento comemora-se este ano. Herzl nasceu no Império Austro-Húngaro e engajou-se no nacionalismo alemão até cobrir o Caso Dreyfus, em Paris. Pouco integrado à vida judaica, chocou-se com a brutalidade do antissemitismo que havia levado o oficial francês, judeu “assimilado” como ele, à degradação, falsamente acusado de traição à Pátria. Concluiu que a solução do chamado “problema judaico” era a reconstrução do Lar Nacional em Israel – o retorno a Sion, daí o nome sionismo ao movimento que já existia há muitos séculos, com o apoio inclusive de líderes cristãos.

Ao escrever um livro, o “Estado Judeu” e convocar um congresso em Basileia, Suíça, em 1897, Herzl conseguiu dar corpo ao movimento e traçar um programa de ação. Como Moisés, porém, não estava destinado a realizar o sonho. Fracassaram suas tentativas de entendimentos com o Império Otomano, a cuja soberania o Oriente Médio, então, estava submetido. Morreu em 1904. Só mais de quatro décadas e 6 milhões de mortos depois, tocado pela barbárie do Holocausto promovido pelos nazistas é que o mundo civilizado concordou com a sua tese. Sionismo é apenas isso, não a fantasia sadomasoquista de terrorismo que a esquerda demente, no permanente exercício de seu ódio visceral, tem se esforçado por incutir nas pessoas desavisadas. Herzl jamais explodiu ou ordenou que alguém explodisse uma bomba para matar pessoas inocentes e indefesas. Lula não quis visitar seu túmulo, mas depositou flores no túmulo de Yasser Arafat e, daqui a alguns meses, vai apertar de novo a mão de Mohamed Ahmadinejad. É a escolha de Lula.

(Jayme Copstein, www.jaymecopstein.com.br - http://www.beth-shalom.com.br)
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Ore pelos cristãos laosianos, desprezados por causa de sua fé

Livros cristãos para treinamento.

LAOS (9º) - O Laos ocupa a 9ª posição na Classificação de países por perseguição.

No país, a igreja é relativamente pequena, mas continua a crescer. Há cerca de 200 mil cristãos, a maior parte pertence a minorias étnicas.

Não houve melhora na liberdade religiosa do país em 2009.

A perseguição no Laos inclui algumas restrições na legislação. A atitude do governo é negativa e restritiva em relação aos cristãos – todos são estritamente vigiados por serem considerados agentes dos EUA para trazer a democracia ao Laos.

A Igreja não pode funcionar livremente e suas atividades sociais são limitadas.

Os cristãos são diminuídos na família e na aldeia. A pessoa que renuncia o culto a espíritos sofre grande pressão social.

Algumas vezes, os cristãos são detidos, e muitos experimentam abuso físico e emocional para renunciar a nova fé. Em 2009, dois cristãos foram mortos; outros 21 foram detidos sem julgamento.

Cristãos têm sido fisicamente agredidos regularmente, e um pequeno número de igrejas foi destruído ou danificado. Apesar do alto nível de perseguição no Laos, há muitas atividades não registradas e a Igreja parece crescer.

Pedidos de oração

• Os cristãos sofrem com o impacto do comércio de drogas. As drogas constituem um grande problema para o Laos. Ore para que os cristãos laosianos sejam capazes de resistir às tentações associadas ao tráfico de drogas e para que sejam sustentados e protegidos em suas posições contrárias a esse comércio. Ore também para que os chefes do tráfico se convertam e abandonem essa atividade criminosa.

• Os cristãos têm oportunidades para evangelizar. Apesar das restrições, há muitas oportunidades de evangelização. Ore para que os cristãos testemunhem sua fé com ousadia e prossigam implantando novas igrejas. Especialmente, ore pela conversão de líderes do governo a fim de que uma grande mudança possa ocorrer no país.

• Os cristãos são alvo de perseguição dos budistas. Peça a Deus para que o evangelho seja pregado entre os monges budistas e que a escuridão espiritual do budismo seja dissipada com a luz do evangelho.

Saiba mais sobre a Igreja no Laos.

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: Portas Abertas
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Casal cristão é torturado por não abandonar sua fé

Cristão é queimado vivo por muçulmanos extremistas

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Paquistão

PAQUISTÃO (14º) - Arshed Masih, 38, ainda luta por sua vida no hospital Família Sagrada em Rawalpindi, próxima à capital do Paquistão. Com a ajuda da polícia, extremistas muçulmanos o queimaram vivo por não se converter ao islamismo, e abusaram sexualmente de sua esposa. O incidente ocorreu em frente a uma delegacia de polícia.

Em 2005, Masih e sua esposa começaram a trabalhar com um empresário muçulmano, ele como motorista, ela como empregada de sua esposa. Recentemente, os dois desagradaram o empregador por insistirem em permanecer cristãos.

Durante o incidente, Martha, a esposa de Masih, “foi violentada pelos agentes da polícia”, fontes afirmam. Os três filhos do casal, de 7 a 12 anos, foram forçados a assistir seus pais sendo brutalizados.

“Agora, Masih e sua esposa estão sendo tratados no hospital. Ele está em péssimas condições, pois 80% do seu corpo está queimado”. Os funcionários do hospital declaram que, com esse tipo de queimaduras, a vítima provavelmente não sobreviverá.

No domingo, o governo de Punjab anunciou uma investigação sobre o que aconteceu. “A questão será investigada e os culpados serão presos”, afirma o Ministro da Lei em Punjab, Rana Sanaullah.

O casal cristão morava com os filhos na região liderada pelo sheikh Mohammad Sultan, em Rawalpindi. Em janeiro, os líderes religiosos e o sheikh ordenaram que Arshed e sua família se convertessem ao islamismo. Quando ele recusou, o ameaçaram, dizendo que ele sofreria “graves consequências”.

Arshed tentou pedir demissão, mas o empresário disse que o mataria se ele fosse embora.

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: AsiaNews
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sexta-feira, 19 de março de 2010

Falando através de Seu profeta Jeremias, o Senhor insistiu que antes quebraria Sua aliança com relação ao ciclo do dia seguido pela noite, do que Sua promessa de restaurar Israel à sua terra (Jr 33.25-26.

Quando Abrão obedeceu a Deus e partiu de sua amada terra natal, Deus o guiou a uma nova terra, exatamente como tinha prometido. Logo que Abrão chegou a ela, o Senhor (Yahweh, Javé) lhe apareceu e disse: “Darei à tua descendência esta terra” (Gn 12.7). Desde o momento em que chegou àquele pequeno pedaço de terra às margens do Grande Mar, a identidade de Abrão – bem como a de seus descendentes – ficou ligada àquele lugar.

A promessa daquela terra, feita pelo Senhor em Gênesis 12.7, foi a primeira de muitas. Por várias e várias vezes Ele reiterou Sua promessa de aliança com a nação descendente de Abraão. Por muitas vezes, esses lembretes e reafirmações do relacionamento através da aliança incluíram referências explícitas à terra que Deus havia prometido àquele povo. Somente no livro de Deuteronômio, enquanto o povo estava na divisa da terra, o Senhor lhe lembrou dezoito vezes que a havia prometido a ele. O tema é tão constante que ha-aretz (a terra, em hebraico) é o quarto substantivo mais usado no Antigo Testamento.

Por diversas vezes, inclusive de forma dramática, a promessa foi reiterada. Quando Yahweh firmou a aliança com Abraão, passando em meio aos pedaços de animais sacrificados a fim de estabelecer a inviolabilidade de Suas promessas, a garantia específica foi: “À tua descendência dei esta terra” (Gn 15.18). Mais tarde, falando através de Seu profeta Jeremias, o Senhor insistiu que antes quebraria Sua aliança com relação ao ciclo do dia seguido pela noite, do que Sua promessa de restaurar Israel à sua terra (Jr 33.25-26). Resumindo, a realidade das promessas não pode ser negada. A terra, e tudo o que ela contém, pertence a Yahweh (Sl 24.1), porém, Deus fala de uma forma especial sobre o pequeno Israel: “a terra é minha” (Lv 25.23). Deus é o dono daquela terra, e Ele a deu a Israel. As Suas promessas concedendo aquela terra a Israel são eternas, imutáveis e irrevogáveis (Hb 6.13-18).

Contudo, entre os que crêem na Bíblia há ainda hoje um grande debate sobre a questão se os judeus têm ou não o “direito” a Eretz Israel (a terra de Israel). Lendo as Escrituras, muitos cristãos questionam a afirmação de que Israel tem, de fato, ainda hoje, o direito dado por Deus de possuir a terra que Ele lhe prometeu tantas vezes e tão claramente. Assim, eles também negam que os crentes tenham o dever de apoiar Israel em sua luta. Qual a razão disso?

Lendo as Escrituras, muitos cristãos questionam a afirmação de que Israel tem, de fato, ainda hoje, o direito dado por Deus de possuir a terra que Ele lhe prometeu tantas vezes e tão claramente, foto ao lado.

Acho que existem três explicações possíveis:

A primeira é pura e simples negligência. Um número espantoso de filhos de Deus sinceros e nascidos de novo, simplesmente não dá muita importância ao relacionamento atual entre Deus e o Seu povo escolhido. Na verdade, uma das decepções mais lamentáveis e impressionantes quando analisamos a história cristã é constatarmos a capacidade dos crentes do Novo Testamento de esquecer que, espiritualmente, estão sendo levados nos ombros do povo com quem Deus celebrou a aliança – Israel. Essa tendência de amnésia espiritual tornou-se menos expressiva no século passado, devido à grande obra que Deus realizou restaurando Israel à sua terra. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos que, ao ponderarem a questão do direito dos judeus ao pequeno pedaço de terra que hoje possuem em parte, não param para considerar as promessas das Escrituras que dizem respeito a esse assunto.

A segunda explicação é “a teologia da substituição”. Ela ensina que “a Igreja tomou o lugar de Israel enquanto nação, como receptora das bênçãos de Deus”, dizendo que “a Igreja cumpriu os termos das alianças feitas com Israel, que os judeus rejeitaram”, e que, portanto, a nação judaica perdeu todo e qualquer direito que possuía com base nas promessas que Deus lhe fizera.[1] Embora este não seja o momento para discutir tal assunto, é suficiente dizer que a teologia da substituição começa onde deveria terminar, e termina onde nunca deveria ter chegado. Isto é, ela começa com o Novo Testamento, insistindo que o Antigo Testamento não tem significado algum, a não ser quando interpretado pelo Novo Testamento. Dizendo que Jesus e os apóstolos são a única fonte confiável da verdade, a teologia da substituição conclui que, se o Novo Testamento [supostamente] mostra que algo no Antigo Testamento não era o que Deus realmente queria dizer, teremos de aceitar que o Novo Testamento pode desmentir o que consta no Antigo Testamento. Por outro lado, a teologia da substituição termina insistindo que as promessas de Deus não são tão confiáveis como aparentam ser. Porém, é melhor deixar que a Bíblia fale por si mesma, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. É melhor reconhecer que Jesus, que é a verdade, não se referiu a Si mesmo como uma fonte de verdade mais segura que as Escrituras. Ele nunca teria ensinado nada contrário às afirmações claras das Escrituras hebraicas que tanto amava. É melhor lembrar que, qualquer que seja a parte das Escrituras que estivermos estudando, Deus espera que relacionemos tudo que Ele revelou no passado e que tratemos essa revelação anterior não como uma massa qualquer a ser moldada da forma que quisermos, mas como palavras do próprio Deus, que têm autoridade e são verdadeiras. As promessas de Deus são verdades eternas. Elas não podem ser adulteradas ou postas em dúvida por nada e por ninguém, muito menos pelas palavras posteriores do mesmo Deus imutável!

A “teologia da substituição” diz que “a Igreja cumpriu os termos das alianças feitas com Israel, que os judeus rejeitaram”, e que, portanto, a nação judaica perdeu todo e qualquer direito que possuía com base nas promessas que Deus lhe fizera.

Mas ainda há uma terceira explicação para o ceticismo de alguns cristãos quanto ao direito dos judeus sobre a terra que Deus lhes prometeu. Eles alegam que a nação de Israel foi posta de lado judicialmente, de forma temporária. Na verdade, Deus não rejeitou permanentemente o Seu povo (Rm 11.1), mas os ramos naturais foram quebrados e um dia eles serão enxertados novamente (Rm 11.19-24). Admitindo o fato de que, no futuro, a nação será restaurada em sua terra, alguns cristãos acreditam, mesmo assim, que o julgamento atual de Israel mostra que os judeus perderam temporariamente seus direitos sobre a terra. Portanto, os crentes não são obrigados a apoiar Israel em sua luta.

Entretanto, essa perspectiva é seriamente equivocada. Ela reconhece corretamente que, de alguma forma profunda, Deus deixou Israel de lado, e que hoje o povo judeu não goza do mesmo relacionamento da aliança que já teve com o Senhor. Além disso, essa posição vê o julgamento de Israel, corretamente, como apenas temporário e, portanto, compartilha da esperança de seu arrependimento nacional e da sua restauração. Ela ignora, contudo, o que a Palavra de Deus diz sobre o relacionamento entre Deus e os judeus durante este período em que Israel está temporariamente cego.

Como devemos compreender o relacionamento atual de Deus com Israel? Na minha opinião, o melhor lugar para se procurar ajuda a respeito desse assunto é o notável e agradável livro de Ester. De fato, sua história é tão encantadora que o foco teológico e histórico central acaba passando despercebido. Esse ponto central fala sobre o assunto de que estamos tratando.

Pense rapidamente sobre a história: Ester, uma jovem judia, foi participar de um concurso de beleza, o que era totalmente inadequado para quem estava proibida de se casar com alguém que não compartilhasse da mesma fé. Se ganhasse o concurso, ela se casaria com o rei e se tornaria rainha da Pérsia. Mordecai, seu primo mais velho e pai adotivo, era um funcionário da corte do rei e aconselhou Ester a manter sua identidade judaica em segredo, para que pudesse sobreviver, caso necessário, no mundo dos gentios. Afinal, essa tinha sido a estratégia do próprio Mordecai. Então, Hamã criou uma trama terrível para matar todos os judeus daquela terra. Quando Mordecai soube a respeito, repentinamente sua herança judaica tornou-se mais importante para ele e o levou a buscar fazer tudo que estivesse ao seu alcance para impedir tal atrocidade. Como Ester estava em uma posição estratégica, eles elaboraram juntos um plano para revelar ao desapercebido soberano a maldade que estava para acontecer no seu reino. O problema é que Ester não se encontrava bem preparada para o papel que teria de desempenhar, e o plano teria realmente fracassado se não fosse por uma série de coincidências absolutamente impressionantes. Por acaso, o rei não conseguiu dormir e mandou chamar seus servos para lerem o livro de registro das crônicas. Por acaso, eles leram um trecho que falava sobre uma ocasião em que Mordecai tinha salvado a vida do rei. Mais tarde, naquela noite, aconteceu que o rei, cujo coração já era favorável a Mordecai e Ester, ficou sabendo do plano maligno de Hamã e que Mordecai e Ester eram judeus. Enraivecido com a atitude de Hamã, o rei ordenou a sua execução. Por coincidência, ele foi enforcado na própria forca que havia mandado construir naquele dia [para matar o judeu Mordecai].

Ester diante de Assuero. Pintura de Nicolas Poussin.

Creio que o Senhor deseja que leiamos o livro de Ester como a representação do grande paradigma do Seu relacionamento com o povo da aliança – e do relacionamento dos judeus com Ele – durante os anos em que estiverem “deserdados” judicialmente da bênção completa dessa aliança. Considere os paralelos: no livro de Ester, os personagens principais são duas pessoas de origem judaica, que haviam abandonado seu relacionamento com Deus e estavam determinados a fazer o possível para ter sucesso no mundo gentio. Mas ainda havia um resquício de judaísmo neles, que se manifestou na determinação em não permitir que o povo judeu fosse destruído.

O paralelismo com a realidade do povo judeu nestes últimos dois mil anos não poderia ser mais exato. Seja por escolha própria ou por coação, os judeus tiveram de conquistar seu espaço em um mundo gentio hostil, e conseguiram mostrar que são muito habilidosos neste aspecto. Durante séculos, uma das ameaças mais constantes para a sobrevivência do povo judeu se encontra dentro deles mesmos: o impulso de assimilação. Mas quando surgia uma ameaça externa, a assimilação era abandonada, o judaísmo era orgulhosamente reafirmado e todas as energias eram direcionadas para libertação do povo de qualquer destruidor.

Agora, voltemos ao livro de Ester. O que nos chama mais a atenção nesse livro? O nome de Deus nunca é mencionado. Isso não foi porque Ele não estava agindo; mas porque se ocultava de todos, menos dos que criam nEle. Na verdade, foi Yahweh que tirou o sono daquele monarca e que guiou as mãos dos servos enquanto desenrolavam os rolos dos registros das crônicas. Resumindo, foi Deus quem libertou os judeus de Hamã, tanto quanto foi Deus quem libertou os judeus de Faraó. No caso de Hamã, contudo, é necessário ter os olhos da fé para ver a mão do Todo-Poderoso em ação.

Apesar de desprezado e perseguido nestes últimos dois mil anos, Israel sobreviveu como um povo. Nos últimos cinqüenta anos, foi vitorioso em três memoráveis guerras e continua a sobreviver como nação.

Voltando para Israel nestes últimos dois mil anos: desprezado e perseguido, apesar disso sobreviveu como um povo. Nos últimos cinqüenta anos, foi vitorioso em três memoráveis guerras e continua a sobreviver como nação. Os não-crentes e céticos atribuem essas vitórias à coragem do povo e à pura sorte; os crentes reconhecem novamente a mão discreta mas poderosa de Deus, que prometeu preservar o Seu povo.

Agora, retornemos à questão inicial: os crentes devem apoiar Israel em sua luta pela terra? Creio que a mesma pergunta pode ser feita de uma forma um pouquinho diferente: se vivesse na corte persa há 2.500 anos atrás, você estaria do lado de Hamã ou do lado de Ester? (Douglas Bookman - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br).

Douglas Bookman é palestrante de The Friends of Israel.

Nota:

1. H. Wayne House, “A apropriação das bênçãos de Israel por parte da Igreja” Israel: The Land and the People, p.78).

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2003.
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quarta-feira, 17 de março de 2010


A oposição aos que são tendenciosamente chamados de “assentamentos” não tem nada a ver com os “assentamentos” propriamente ditos. Tem a ver com a questão de Israel ter ou não o direito de decidir por si mesmo sobre as condições mínimas de sua própria sobrevivência, ou se outros decidirão em seu lugar – aparentemente incluindo um governo [americano] profundamente ignorante da história da região e das reivindicações e direitos dos judeus para edificar esses “assentamentos” (simplesmente vilarejos e pequenas cidades judaicas) em áreas já destinadas a assentamentos judaicos pela Liga das Nações em seu Mandato da Palestina. Este foi um dentre muitos mandatos criados após a Primeira Guerra Mundial, vários dos quais levaram à criação do Líbano, da Síria, e do Iraque – isto é, três dos agora 22 membros da Liga Árabe. Outros mandatos foram destinados a dar provisão para alguns dos muitos outros povos não-árabes ou não-muçulmanos – mas o Estado Curdo e o Estado Armênio, como originalmente previstos, acabaram natimortos. Os judeus, por sua vez, não receberam toda a Palestina Histórica, mas apenas a Palestina Ocidental, enquanto que novamente os árabes ficaram com a parte do leão para eles mesmos.

Não são os “assentamentos” que estão em jogo, mas se Israel irá ou não controlar a estreita fatia de território, a “Margem Ocidental”, sem a qual o vale do Jordão e as rotas de invasão históricas a partir do leste não podem ser controlados. Pois, se os assentamentos judaicos forem impedidos de existir, se a decisão for tirada das mãos de Israel, e se suas reivindicações forem deslegitimadas, isso será apenas parte de uma tentativa deliberada, interminável e profundamente astuciosa dos árabes muçulmanos de empurrarem Israel para trás, para fazê-lo desaparecer do mapa, enfraquecendo-o passo a passo e desmoralizando sua população. Isso já foi escrito tantas vezes e dito tantas vezes na mídia árabe que é indesculpável que aqueles que determinam as políticas continuem fingindo não percebê-lo.

Esse processso seria conduzido em estágios. Mahmoud Abbas (o presidente da Autoridade Palestina) é, no momento, o proponente principal dessa Solução em Duas Etapas. É o que ele quer dizer quando fala: “Nós escolhemos a paz como uma opção estratégica”. Não simplesmente “a paz”, mas “a paz como uma opção estratégica”. Primeiro, a oposição às reivindicações dos judeus de qualquer expansão natural nos que são tão erroneamente denominados “assentamentos” condenaria os judeus, mas não os árabes, a impedirem sua população de crescer na “Margem Ocidental”. Tal fato levaria inevitavelmente ao encolhimento do número de judeus. Daria início ao processo de forçar Israel a ceder, a abrir mão daqueles vilarejos e pequenas cidades, a desistir de sua reivindicação de direito, que já foi reduzida em 77% quando a Grã-Bretanha criou, nos idos de 1922, o Emirado da Transjordânia a partir da Palestina Oriental. Inicialmente a Palestina Oriental era para ser incluída no Mandato da Palestina.

Se Israel não pode permitir sequer o crescimento natural em seus “assentamentos” – o que aparentemente significa que nenhum bebê deve nascer além do nível da mera substituição dos habitantes que falecerem, enquanto os árabes da “Margem Ocidental” e nas fronteiras pré-1967 de Israel, assim como os muçulmanos que vivem em qualquer lugar, têm permissão para ter oito, dez ou doze filhos por família, sabemos qual será o resultado. E se os assentamentos de Israel forem paralisados, e retratados mesmo nos Estados Unidos – quanto mais nas Nações Unidas – como ilegítimos, a pressão sobre Israel, que já é imensa, provavelmente forçaria os israelenses, a despeito de sua própria necessidade de sobrevivência, a desistirem da “Margem Ocidental”, que lhes oferece a única profundidade estratégica que eles possuem. Israel, sem a “Margem Ocidental”, tem nove milhas de largura [pouco mais que catorze quilômetros], desde Kalkilya até o mar. Com facilidade poderá ser cortado em duas partes pelos árabes, que são muito bem armados e assustadoramente mais numerosos. A menos que Israel esteja preparado para usar armas nucleares nesse momento, o país pode ser atropelado. Israel não deve apenas continuar a controlar o vale do Jordão e as rotas de invasão históricas a partir do leste, mas deve também controlar os aqüíferos debaixo da “Margem Ocidental”, pois estes lhe são absolutamente vitais.

Sempre se supôs que a “Margem Ocidental” fizesse parte da Palestina Mandatória. Ela deve ser considerada legalmente como uma “parte não demarcada do Mandato”, como observou Eugene Rostow, o já falecido reitor da Faculdade de Direito de Yale, e como mostrou tão convincentemente o jurista australiano Julius Stone em seu estudo legal exaustivo, extenso como um livro. Seu status legal não foi afetado pelo confisco e domínio jordanianos de 1949 a 1967. Portanto, quando os americanos sugerem, ou de forma mais ultrajante, “exigem”, que Israel pare sua “edificação de assentamentos”, eles estão dizendo que o Mandato da Palestina é nulo e sem efeito.

Essas pessoas, que têm a pretensão de dizer aos judeus de Israel, que estão permanentemente enfrentando perigos, o que eles deveriam fazer, estão afirmando que esses judeus não têm direito à estreita faixa de terra que constitui a Palestina Ocidental. Elas estão dizendo que temos que aceitar a jihad camuflada, aquela que, desde a Guerra dos Seis Dias, tem apresentado a jihad contra Israel como uma campanha pelos “direitos legítimos” do “povo palestino”, inventado às pressas (nunca mencionado pelos árabes antes da Guerra dos Seis Dias, nem por qualquer diplomata árabe, ou figura política, ou “intelectual” – a expressão “árabes palestinos” ou apenas “árabes” ou “árabes da Palestina” – nunca o “povo palestino” – era o que se ouvia). Esse foi um truque óbvio, seguido com muita determinação. E grande parte do mundo aceitou esse contra-senso.

Mas, agora, os infiéis do mundo estão começando a perceber que o próprio islamismo é um problema para eles. Para o grande pesar deles mesmos, os povos da Europa Ocidental, por vários motivos, mas sempre com uma indiferença ou negligência civilizacional que hoje é lamentada por todos eles, permitiram, pelos últimos quarenta anos, a vinda de inúmeros muçulmanos para habitarem entre eles. Também permitiram a vinda de muitos outros imigrantes. Mas nenhum daqueles imigrantes, exceto os muçulmanos, trouxe consigo, em sua bagagem mental, não meramente um credo estranho, mas um credo estranho e permanentemente hostil.

Pois o islamismo se baseia na idéia de um estado de guerra permanente entre muçulmanos e incrédulos. Os muçulmanos têm o dever, às vezes coletivo e às vezes individual, de participar da luta, ou da jihad, para remover todos os obstáculos que possam impedir o alastramento e depois a dominação do islamismo. É isto que os infiéis mais inteligentes e que enxergam mais longe estão começando a reconhecer. E, à medida que mais e mais deles reconhecem tal fato, serão também percebidas as monstruosas deturpações, baseadas em relatos enganosos, por ódio ou ignorância, a respeito da guerra dos muçulmanos árabes contra Israel, e as tentativas de Israel sobreviver a despeito da interminável guerra realizada por todos os meios possíveis. Então, a anterior simpatia por Israel, de que o país gozava antes de 1967 e das tentativas de descrevê-lo como um violento agressor, retornará, pelo menos às mentes dos homens bem-informados e de boa vontade.

Se Israel for forçado a limitar o crescimento natural de seus vilarejos e pequenas cidades naquela parte da Palestina Mandatória que os jordanianos tomaram e mantiveram até 1967, terá tropas ali e não civis. Daí, a afirmação será que Israel é meramente um “ocupador militar”, por ter sido forçado a remover seus civis, que representam aquelas reivindicações legais, históricas e morais. O mundo não entende e não se solidariza com o empenho de Israel como a vítima de uma Jihad Menor, que foi abertamente reconhecida como tal e denominada assim por árabes e muçulmanos quando se dirigem a outros árabes e muçulmanos, mas não descrita assim quando estão sorridentemente apresentando a questão árabe ao Ocidente. Para o Ocidente, os que planejam destruir Israel apresentam um caso de pretensa vitimização. Mesmo assim, eles não fizeram nada para construir um Estado Palestino em Gaza, e existem com a única finalidade de destruir o que os judeus, tão incrivelmente, com tantas dificuldades e pesares, criaram a partir da “ruína” e da “desolação” descritas por todos os viajantes ocidentais do século XIX que visitaram a Terra Santa.

Sem aqueles vilarejos e pequenas cidades judaicos, os chamados “assentamentos”, Israel seria mais facilmente representado como não tendo reivindicação nenhuma a não ser a da ocupação militar do que é absurdamente denominado (pelos jordanianos) de “Margem Ocidental” – isto é, partes da Judéia e de Samaria, como era chamada essa porção de terra por todos no mundo ocidental até que os jordanianos lhe deram outro nome, assim como os romanos mudaram a Judéia para Palestina e Jerusalém para Aelia Capitolina. Suas reivindicações legais, morais e históricas seriam esquecidas. Meu Deus, elas já foram esquecidas por muitas pessoas, até mesmo em Washington. Isso não poderia acontecer.

Acima de tudo, deve haver, para a sanidade moral de Washington, dos EUA e de todo o Ocidente, algum tipo de preservação do que pode apenas ser chamado de senso de justiça, ou de igualdade. Em época de contínuo esbanjamento de homens, dinheiro e materiais no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão, a confusão sobre o islamismo e a ignorância dele, que causam tal desperdício (totalmente desnecessário se os mais preparados fossem ouvidos), também se revela na tentação do apaziguamento. E, assim como foi com Chamberlain e Daladier, em 1938 em Munique, nossos atuais líderes do mundo ocidental, não sabendo o que fazer sobre o islamismo, e recusando-se conscientemente a verificar mais profundamente o assunto, possivelmente por medo do que poderão encontrar, estão dispostos a conciliar, e a moeda que eles oferecem é a segurança e a seguridade de um país minúsculo.

Ao sacrificar esse país, por ouvirem as exigências dos nazistas ou dos muçulmanos árabes, as potências ocidentais – naquela época a Grã-Bretanha e a França, e hoje os Estados Unidos – esperam tornar as coisas melhores de certa forma. Não tornarão. Os Sudetos não saciaram o apetite de Hitler, pelo contrário, o aguçaram, e mostraram-lhe a pusilanimidade da França e da Grã-Bretanha. Forçar Israel a retroceder passo a passo para as Linhas do Armistício de 1949, as “linhas de Auschwitz”, como querem Mahmoud Abbas e os jihadistas vagarosos (rei Abdullah, da Jordânia, rei Abdullah, da Arábia Saudita, e todos os demais), apenas levará à destruição de Israel.

Justiça. Igualdade. Um sentido de história, e da tribo mais perseguida na história humana, os judeus. Um sentido de proporcionalidade, sabendo que os árabes são mais ricamente dotados, com terras e bens naturais, que qualquer outro povo na terra. Mesmo assim, em todas as terras que controlam, eles negam aos demais habitantes, a todos os não-muçulmanos e não-árabes, qualquer alusão não apenas a independência ou a autonomia, mas até mesmo a algo como igualdade com os árabes muçulmanos no comando.

Os judeus, como os coptas, como os maronitas, como os curdos, como os negros africanos do Sudão, como os berberes, como tantos outros povos não-árabes e não-muçulmanos, ao longo dos anos têm sido maltratados por esses muçulmanos árabes em todo o Oriente Médio e no Norte da África. Eles merecem o que pediram, e os líderes inteligentes que tiveram que tratar com os remanescentes do Império Otomano sabiam que eles mereciam o que pediam: o direito de comprar terras do Estado Otomano, e de edificar um país, e de serem os herdeiros daquelas terras pertencentes àquele Estado. Isso era tudo o que pediam, e foi o que ganharam. Agora os árabes, determinados a negar a existência àquela nação-estado infiel, estão divididos entre os que, como os jihadistas rápidos do Hamas, querem ir para a matança imediatamente, e os que, como os jihadistas vagarosos do Fatah, vêem a sabedoria de desconstruírem Israel pacientemente, passo a passo, com a ajuda dos americanos e dos europeus (moral e geopoliticamente) confusos.

Rahm Emanuel, chefe de Gabinete da Casa Branca, é judeu. Seu pai nasceu em Israel e foi membro do Irgun (grupo paramilitar sionista que operava na Palestina antes da criação do Estado de Israel). Apesar disso, ele participa das pressões sobre Israel.

Finalmente, existe a falha de tantos não estudarem a forma como os muçulmanos consideram os tratados feitos com os infiéis. Eles não seguem, como alguns podem brandamente pressupor, o princípio que parece tão óbvio aos ocidentais, mas que, de fato, teria que ser alcançado e depois aceito como foi em todo o Ocidente, a saber, aquele princípio que é conhecido como Pacta Sunt Servanda, ou seja, “tratados são feitos para serem obedecidos”. Este é um princípio da lei ocidental, mas não da lei islâmica. No islamismo, o modelo para todos os pactos feitos com infiéis é aquele acordo, aquele “hudna”, ou aquela trégua de dez anos, feita por Maomé com os habitantes de Meca em 628 d.C. Esse pacto, dezoito meses depois de ter sido firmado, foi violado por Maomé sob um pretexto, quando sentiu que seu lado estava mais forte. Ele tem sido aclamado por esse esplêndido ato de astúcia, essa ilustração de sua freqüentemente repetida afirmação de que “guerra é engano”. Como os muçulmanos estão sempre em estado de guerra com quaisquer não-muçulmanos que resistam à dominação do islamismo, guerrear inclui fazer pactos para aquietar o inimigo, ou ganhar tempo para edificar suas forças, ou exercer a guerra, isto é, a jihad, por outros meios que não sejam o qitaal ou o combate, ou em combinação com o qitaal ou o combate.

Nada disso é inventado. Basta ler os muitos comentaristas muçulmanos sobre o islamismo. Leia também os comentaristas não-islâmicos. Leia Joseph Schacht, leia Antoine Fattal. Leia Bassam Tibi, leia Majid Khadduri. Verifique o que eles têm a dizer sobre Hudiabiyya (o tratado firmado por Maomé em 628 d.C.) e sua continuidade como o modelo principal para todos os pactos subseqüentes com não-muçulmanos.

Não é suficiente ser meramente “pró-Israel” se você não se importar em aprender sobre a natureza da guerra que está sendo travada contra Israel, e contra todo o mundo infiel. Pois, se você é um daqueles que pensa que o fato de “ser judeu” ou “ter um pai do Likud” ou “ser pró-Israel até o pescoço” (sombras de Rahm Emanuel, o chefe de Gabinete de Obama) lhe permite apoiar, ou parecer apoiar, as políticas que ameaçam a sobrevivência de Israel porque são baseadas em uma compreensão errada da natureza dos tratados com árabes-muçulmanos, e da natureza da guerra – uma guerra sem fim, mas que é administrável, que pode ser contida, através da invocação da “Darura” ou necessidade – então você está redondamente enganado e será surpreendido. (Hugh Fitzgerald, www.jihadwatch.org - http://www.beth-shalom.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, agosto de 2009.
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QUATRO COISAS PEQUENAS, PORÉM SÁBIAS

Há quatro coisas na terra que são pequenas, entretanto, são extremamente sábias: As formigas, criaturas sem força, todavia no verão preparam a sua comida; os coelhos, criaturas de pequeno poder, contudo fazem a sua casa nas rochas; os gafanhotos não têm rei, porém todos saem, e em bandos se repartem; a lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis (Provérbios 30:24-28).

Nos pequenos frascos, é que encontramos os melhores perfumes, diz o ditado popular. Encontramos grandes tesouros escondidos nas pequenas coisas. Pequenas coisas que, erroneamente, denominamos de normais. O sorriso de uma criança, um abraço de um amigo ou um carinho de alguém que amamos, são pequenos atos e grandes sentimentos que palavras não poderiam expressar sua essência. É exatamente isto que este texto quer nos ensinar.

Encontramos pequenos animais e insetos que foram dotados de tamanha sabedoria que mereceu um espaço na Bíblia para demonstrá-la. Pequenas "coisas" que são aptas para ensinar até os maiores sábios da terra. São irracionais, porém, dotados de instintos naturais, peculiares de cada um. A Palavra de Deus nos propõe algo possível, nós, seres humanos, racionais, podemos aprender algumas atitudes que, muitas delas, não são "instintos naturais", mas sim, uma necessidade para vivermos uma vida de sabedoria.

Temos muito que aprender com esses "bichinhos". Grandes mistérios estão contidos nesta passagem Bíblica e espero que você, leitor, receba esta palavra revelada, em nome de Jesus.

1. As Formigas

"As formigas, criaturas sem força, todavia no verão preparam a sua comida;" (Provérbios 30:25)
O Formigueiro é algo muito interessante. Vários compartimentos, "guardas por todos os lados", depósitos de comida, uma organização extraordinária. A sabedoria da formiga consiste, além de sua organização, na sua persistência. "Criaturas sem força" aparentemente, pois, algumas espécies podem carregar um objeto dez vezes mais pesado que o próprio corpo. É por isso que vemos aquelas formiguinhas carregando galhos, de um lado para o outro, e quando uns destes galhos caem, ela persiste, insiste em pega-los de volta. Se desistir de levar, não terá seu alimento para o inverno.

Como estamos levando nossas "cargas" do dia-a-dia? Com persistência? Quero dizer para você leitor, que tem falado que seus problemas são maiores do que você possa suportar: - não são, há uma palavra de Deus para você que está desta maneira, Ele não permitirá que esta carga seja mais forte do que a sua estrutura! "Não veio sobre vós tentação, senão humana. E fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar". (I Coríntios 10:13)

Este problema na família, no casamento, no seu trabalho... Não desista de lutar, Deus te dará o escape! Talvez você esteja pensando: "Este problema é mais forte do que eu!". Não fale assim, Deus não permitiria que isso acontecesse, Ele tem algo ainda melhor para você. "Vinde a mim todos aqueles que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". (Mateus 11:28-30)

Jesus oferece uma troca entre nosso jugo sofredor e nosso fardo pesado por um jugo suave e um fardo leve. Jesus quer trocar a tristeza do homem pela a alegria do Espírito Santo, Ele quer trocar o choro pelo sorriso, a tempestade pela bonança. Cabe ao homem aceitar essa troca e dar o primeiro passo em direção à sua felicidade.

Existem alguns tipos de jugo, prisões ou algemas, que nós mesmos causamos como dívidas, promessas não cumpridas, entre outros embaraços.Existe também o jugo de Satanás que vem para roubar, matar e destruir. Muitos estão presos, com uma carga pesada de vícios, tristezas, depressões e muitos outros males que satanás colocou.

Jesus quer tirar esta carga pesada do homem e dar uma leve. Não desista de lutar, Deus está no controle da sua vida e não deixará que você padeça diante das cargas que estejam em suas costas.

Outra coisa que observamos nas formigas, é a sua prudência. Trabalha durante o verão e no inverno, tem o seu alimento. A formiga pensa no futuro, agindo no presente. Pesquisas francesas mostram que, o homem coloca 65% de sua capacidade intelectual no passado. Lembra-se de suas dores, suas lutas, decepções e sucessos do passado. Igualmente a mulher de Ló que olhou para trás e se transformou numa estátua de sal, encontramos pessoas estáticas, paradas como estátuas, num tempo que não volta mais.

É por isso que encontramos ex-empresários que têm medo de investir outra vez, mulheres que têm medo de se relacionar com alguém novamente e muitos outros casos de pessoas que estão paradas e impossibilitadas de andar, de seguir a diante, com medo do cenário se repetir como foi no passado. Estas mesmas pesquisas mostram que o homem coloca 30% de sua capacidade no futuro. Ansiedade e inquietude tomam conta do coração do homem. É tanta preocupação com o futuro, que se esquece de agir no presente. E por fim, estas pesquisas mostram que o homem investe apenas 5% de sua capacidade no presente. Totalmente fora do contexto Bíblico, onde aprendemos com a formiga, a agir no presente para garantir o futuro.

Há pessoas que comem todo o seu alimento no verão e quando chega o inverno, não têm alimento. São aqueles que gastam mais do que ganham, aqueles que não devolvem seus dízimos, são aqueles que podem estudar e não querem, são aqueles que querem aproveitar o tempo presente e esquecem-se do futuro (lembra-se da estória da formiga e da cigarra?).

Pensar no futuro, agindo no presente, significa também se preparar para enfrentar os dias de tentações e adversidades. Vejamos como Jesus se preparou para enfrentar o dia da tentação: "Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde por quarenta dias foi tentado pelo diabo. Naqueles dias não comeu coisa alguma, e terminados eles, teve fome." (Lucas 4:1-2)

Três coisas fez Jesus "no verão" (presente) para enfrentar o "inverno" (futuro).

1. Jesus cheio do Espírito Santo. Uma pessoa cheia do Espírito Santo é uma pessoa de oração. Se quisermos prevalecer no momento de "inverno" temos de ter uma vida de oração. Oração é o meio pelo qual temos acesso a Deus. É um diálogo com Deus através do vivo e novo caminho que nos conduz à Sua presença, Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida. "Orai sem cessar" (I Tessalonicenses 5:17)

2. Foi levado pelo Espírito. Significa que, para enfrentarmos o inverno, precisamos ser guiados pelo Espírito.

O povo de Israel, enquanto estavam no deserto em rumo da terra prometida, seguia a nuvem de dia que os protegia do calor do sol e uma coluna de fogo à noite, que iluminava o caminho e aquecia o povo nas noites frias do deserto. É isso mesmo que Jesus quer fazer com aqueles que são guiados pela palavra de Deus: Aquecer no tempo de inverno.

3. Por quarenta dias não comeu coisa alguma. Jesus jejuou. Como a formiga se prepara para o inverno, o crente em Jesus deve se preparar para os momentos de lutas, consagrando sua vida a Deus.

Jesus se preparou, por isso venceu a tentação. A sabedoria da formiga consiste em sua força, persistência e preparo. Ela se prepara para o inverno. Muitos cristãos não se preparam para a tentação, não se preparam para as lutas da vida, não se preparam nem para a volta de Cristo.
Leia (Mateus 25:1:13).
Leia (Provérbios 6:6-8).

2. Os coelhos

"Os coelhos, criaturas de pequeno poder, contudo fazem a sua casa nas rochas;" (Provérbios 30:26).

A sabedoria dos coelhos, segundo o texto, está em construir suas casas nas rochas. Qual tem sido o alicerce de nossas casas?

Portanto todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, será semelhante ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa; contudo, ela não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. Aquele que ouve estas minhas palavras, mas não as cumpre, será comparado ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. Desceu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos, e deram contra aquela casa, e ela caiu, e foi grande a sua queda. (Mateus 7:24-27)

Há lares destruídos por não estarem edificados sobre a rocha. Trabalhei algum tempo na área de engenharia e existe um perigo enorme em uma edificação: quando é construída sem uma boa base. Aparecem trincas, rachaduras e algumas até caem. Não suportam o mau tempo, não suportam os ventos, chuvas, etc.

Assim também encontramos, muitas vidas que estão trincadas, outras, rachadas e até mesmo muitas que já caíram. Casamentos rachados, amizades totalmente destruídas, vidas inacabadas, tudo porque um dia alguém edificou estas "casas" na areia, um alicerce inadequado. Vidas alicerçadas sob a influência da novela, dos filmes, das filosofias vãs regidas por satanás e pelo mundo. Que o Senhor tenha misericórdia e livre este povo de cair nas garras do inimigo.

Querido leitor, edifique sua vida, sua família, seus sonhos e projetos num alicerce seguro. Jesus é este alicerce. A pedra angular, a pedra de esquina, a rocha inabalável que sustentará toda sua edificação. "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor". (Efésios 2:20-21)

Se você edificar a sua "casa" em Cristo, mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita, mas você não será atingido! Creia na segurança que Jesus nos dá, é Ele quem nos fortalece, quem nos sustenta e nos capacita para uma vida de vitórias.

3. Os gafanhotos

"Os gafanhotos não têm rei, porém todos saem, e em bandos se repartem". (Provérbios 30:27)
Há um fato muito interessante com os gafanhotos. Andam em bandos, nuvens de gafanhotos. Em uma nuvem de gafanhotos pode conter aproximadamente 1 bilhão deles, todos juntos, pois necessitam andar unidos. Voam cerca de 320 quilômetros de distância por dia e descansam até mesmo em geleiras ou oceanos. Sabe como? Um sobre o outro, formando vários blocos. Ah! Como poderíamos imitá-los... A sabedoria dos gafanhotos consiste em andar todos juntos.

Encontramos algumas pessoas que não gostam de se relacionar. Deus nos fez pessoas relacionáveis e ninguém pode viver sozinho. Dependemos uns dos outros. "O que vive isolado busca seu próprio desejo; insurge-se contra a verdadeira sabedoria". (Provérbios 18:1)

É necessário expulsarmos este espírito de divisão de nossas vidas, vamos aprender com os gafanhotos e revezarmos, ajudarmos uns aos outros, darmos tempo e atenção ao irmão que está cansado, deprimido, fraco. É mais fácil acusarmos tais irmãos, porém, não é isso que nos ensina a Palavra de Deus. "A religião pura e imaculada para com nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e guardar-se incontaminado do mundo" (Tiago 1:27).

Não poderia deixar de citar também umas das mais belas referências Bíblicas sobre o assunto:
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho: se uma cair, o outro levanta seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa (Eclesiastes 4:9-12)

Muitos não querem andar unidos porque são orgulhosos. Spurgeon diz que existe um tipo de pessoas orgulhosas que desprezam as outras, estão satisfeitas com aquilo que são e não se preocupam com a opinião de outrem. Acredito que faltaram na aula da Escola Bíblica quando a professora leu o Salmo 133:1; ou cochilaram em pleno culto quando o pastor pregou sobre a necessidade de união (todo pastor prega esse assunto); ou então, como loucos, ouvem a Palavra, porém, não a pratica.

No livro "Conta outra", João Soares da Fonseca nos fornece uma estória genial intitulada: "REVOLTA NO HOSPÍCIO?".

Alguém estava visitando as instalações de um hospital psiquiátrico. Por todo os lados os internos passeavam, conversavam, como se nada de extraordinário tivesse acontecido com a saúde de cada um. O visitante ficou impressionado com tudo o que viu. Era a primeira vez na vida que entrava num lugar assim. A certa altura, percebeu a superioridade do número de internos por sobre o de funcionários do hospital. Algo amedrontado, confidenciou aos ouvidos do cicerone a sua preocupação: - Vocês por acaso não têm medo de que eles se revoltem contra vocês? Afinal, percebo que eles são maioria aqui.O cicerone sorriu e acalmou o visitante: - Fique tranqüilo, meu caro. Os loucos jamais se unem! (FONSECA, 1997, p.22)

O indivíduo se insere no meio social através dos grupos. Pesquisadores, principalmente na área da psicologia social, dizem que existem dois tipos de grupos, basicamente:

Os grupos como uma aglomeração casual de indivíduos

Podemos dizer que este tipo de grupo é disperso, imediato e sem compromissos. Um bom exemplo é observarmos as pessoas em uma festa qualquer. Cada um fazendo algo diferente do outro, cada um com uma visão - para uns, a festa está boa, para outros, não - cada um com um objetivo distinto. Este tipo de grupo se encontra circunstancialmente.

Os grupos de interesses definidos.

Este tipo de grupo tem objetivos claros e definidos, é chamado também de grupo consciente. Temos um bom exemplo também: a igreja. Temos um objetivo claro e definido - servir e adorar a Deus - e somos conscientes do nosso pecado e de que necessitamos da graça e da misericórdia de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.

Infelizmente muitos cristãos que são membros de uma igreja, não participam de suas igrejas como um grupo de interesses definidos. Participam de uma igreja com uma visão distorcida do que vem a ser o corpo de Cristo. Pensam que a igreja é um ponto de encontro casual, disperso, sem compromisso, sem definições e o que é pior, um desfile de moda. Não se misturam, são partidários e sentem prazer em formar "grupinhos paralelos" dentro do grupo. É por isso que, hoje em dia, encontramos tantas igrejas formadas por divisões, brigas, desentendimentos, facções, dissensões, pelejas.

Evidentemente tudo isso, porém, sem a visão de Deus para a abertura de uma nova obra. São como grupos cujos membros têm interesses individuais e não coletivos. É por isso também que encontramos certos crentes dentro de uma igreja que não são dizimistas e nem ofertantes. A igreja compra terrenos, constrói templos, compra o equipamento de som, veículos, etc., porém, tais indivíduos não tiveram participação alguma no empreendimento da obra de Deus. Precisam aprender com os gafanhotos - todos devem participar - cada um usando o dom que Deus lhe deu.
Lembremos de como foi feito o Tabernáculo. Cada um usou o dom que Deus lhes deu e o povo de Israel trabalhou em grupo. (Êxodo 35 e 36)

Encontramos tantos outros exemplos maravilhosos, como por exemplo, na história da igreja primitiva.

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. Perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos". (Atos 2:42-47).

"Era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia necessitado algum. Pois todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a sua necessidade." (Atos 4:32-35)

O povo estava unido, a igreja orava e Deus abençoava. Houve um tempo que a igreja orou por Pedro, que estava enclausurado em grandes grilhões e cadeias. O resultado desta união do povo foi que Deus enviou um Anjo que libertou a Pedro sem que os numerosos soldados de Roma percebessem. Poderíamos citar também o cumprimento da promessa de Deus, que derramou sobre os seus seguidores, o Espírito Santo e todos foram batizados. A Bíblia diz que estavam todos reunidos no mesmo lugar. Onde há união do povo, Deus derrama da sua glória e do seu poder.

Jesus quer que vivamos em união, que amemos uns aos outros e andemos em sua presença. Tamanha é esta necessidade, que Cristo disse que estaria presente onde duas ou mais pessoas estivessem reunidas em Teu nome. Deus habita no meio do seu povo, A Glória do Senhor é derramada na igreja unida numa só fé, servindo ao único Deus verdadeiro e Santo.
Pense um pouco sobre isso, perceba a necessidade que você tem das outras pessoas. Ninguém é feliz sozinho, não há pessoas realizadas se não estiverem bem em seu convívio social. Não conseguiremos agradar a todos, mas, a Bíblia nos ensina que, se possível e se depender de nós, devemos procurar a paz com todos os homens (Romanos 12:18).

Marido, você precisa da sua esposa, cuide dela, ame-a conforme diz as Escrituras Sagradas. Mulher cuide de seu marido, dê carinho, respeito e amor. Filhos honrem seus pais, vocês precisam deles. Pais respeitem seus filhos, cuidem deles, vocês também precisam deles. Amigo, cultive a sua amizade com o seu próximo. Que esta lição dos gafanhotos possa nos despertar para a necessidade de buscarmos a paz, apaziguando as fortes ondas da inimizade que submergem os homens à ruína e ao caos.
Sabedoria é isso, é andar em união e solidariedade.

4. A lagartixa

"... a lagartixa apanha-se com as mãos, contudo anda nos palácios dos reis." (Provérbios 30:28).
Algumas traduções aparecem a palavra aranha e outras, geco. Geco vem dos geconídeos, são trezentas espécies de animais, inclusive as lagartixas.

A Bíblia nos mostra que são indefesos, porém, dotados de uma grande sabedoria. Com as mãos podem ser apanhados, mas fazem dos palácios dos reis o seu refúgio. Por dois motivos, basicamente, é que encontramos esses "bichinhos" em nossa casa. O primeiro é porque buscam proteção, pois em outro lugar, seriam presas fáceis para seus predadores. O segundo motivo é que buscam algo para comer. Outros insetos, como os mosquitos e pernilongos, servem de alimentos tanto para a aranha como para as lagartixas. A sua sabedoria consiste em buscar abrigo e alimento em nossas casas.

Todo homem que deseja encontrar a sabedoria, deve também buscar abrigo, proteção e alimento no palácio do Rei dos reis e Senhor dos Senhores. É na casa de Deus, a igreja, que encontraremos segurança e alimento para as nossas vidas.

Desde os tempos do Antigo Testamento, entrar na casa de Deus significava proteção. Todo homem que fosse perseguido injustamente e conseguisse entrar no tabernáculo e tocasse nas pontas do altar de bronze, receberia a proteção e seu perseguidor não poderia mais importuná-lo.
Porém Adonias temeu a Salomão; e levantou-se, e foi, e apegou-se às pontas do altar. E fez-se saber a Salomão, dizendo: Eis que Adonias teme ao rei Salomão; porque eis que apegou-se às pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará o seu servo à espada. E disse Salomão: Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá em terra; se, porém, se achar nele maldade, morrerá. E mandou o rei Salomão, e o fizeram descer do altar; e veio, e prostrou-se perante o rei Salomão, e Salomão lhe disse: Vai para tua casa. (I Reis 1:50)

Nos momentos de lutas e perseguições, devemos nos esconder debaixo da proteção de Deus. O homem sábio habita na casa do Senhor e Nele busca proteção e amparo.

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei. Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação. (Salmo 91)

Outro aspecto importante nas aranhas ou nas lagartixas é o fato de buscarem alimento no palácio do Rei. O homem que deseja sabedoria sabe onde buscar alimento para sua alma. O alimento é a palavra de Deus, a Bíblia, cujas letras impressas não poderão alimentar o homem enquanto este não deixar estas mesmas palavras serem impressas nas páginas de seu coração e de sua mente. A Bíblia é fonte geradora de fé, é "lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho". E é no templo de Deus, na igreja, que encontramos o ensinamento desta poderosa palavra. "Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e aprender no seu templo" (Salmo 27:4).

Moisés entrava na tenda da congregação e Deus o alimentava com a sua palavra; Ana entrou no templo e Deus disse que ela sararia de sua esterilidade e assim foi; Zacarias exercia seu sacerdócio, no templo, quando o Anjo lhe apareceu trazendo um recado da parte de Deus, o qual lhe prometia um filho. Quando adentramos à casa de Deus, recebemos a palavra, o alimento que sustem nossa vida e mata a fome de nossas almas. "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR" (Salmo 122:1).

Infelizmente o preconceito tem afastado muitos homens de bem da casa do Senhor. As pessoas, muitas vezes, fogem de um convite para participarem de um culto em alguma igreja. De um lado, um povo que ainda não descobriu como é bom cultuar ao Senhor, louvar a Deus e aprender sobre a Sua palavra, a Bíblia. Por outro, encontramos igrejas que, ao invés de atraírem pessoas, afugentam ainda mais com seus discursos e costumes rígidos que alienam as pessoas. Muitos justificam essa alienação como fosse uma prática da santidade.

A palavra grega que encontramos na Bíblia que expressa a santidade é "ágios", ou seja, separado. Santidade não é sinônimo de separação dos bens da terra, da comida, dos conhecimentos seculares ou dos entretenimentos saudáveis que encontramos. Santidade é a separação do pecado, do mundo e uma separação para Deus. Mas, muitas instituições religiosas têm proibido o uso de determinadas roupas, (como calça para mulheres, por exemplo), a prática de esportes, o acesso à Internet e à TV, o estudo em escolas e faculdades e muitas outras proibições que, na verdade nada servem para a santificação, se não para satisfação das vontades de homens que se julgam "santos" através da abstinência de certas atividades.

Paulo escreve sobre o assunto de uma maneira bem clara e objetiva: "E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas" (Colossenses 2:4); "Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo" (Colossenses 2:8); "As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne." (Colossenses 2:22-23).
Jesus disse que somos o sal da terra. Como o sal incita a sede, possamos incitar a sede do homem pela fonte de águas vivas, que é Jesus Cristo. Assim como na igreja primitiva (Atos 2:47), nossas igrejas possam cair na graça de todo o povo e que, a cada dia, o Senhor acrescente mais e mais, pessoas que aceitem o dom gratuito de Deus que é a salvação e a vida eterna.

O homem deve aprender este princípio de sabedoria com as aranhas ou com as lagartixas. Buscar proteção e alimento na casa do Rei dos reis.
Baseado ainda na sabedoria destes dois "bichinhos", há necessidade de deixar uma palavra para os líderes eclesiásticos, sejam eles de qual for a denominação.

Tanto as aranhas, como a lagartixa, têm uma missão de tirar certos insetos e larvas de nossas casas. Assim também é nossa responsabilidade, como obreiros do Senhor, tirar da casa do Rei, alguns insetos que poderíamos chamá-los de "heresias". Cabe ao líder de uma igreja local, limpar a casa de Deus acerca dos ensinamentos errôneos e absurdos. Hoje, muitos líderes estão encapados em um "kit gospel" e estão se esquecendo de limpar as fábulas, as meninices, os costumes que vêm poluindo a casa de Deus. Não pregam mais a palavra de Deus, a pura revelação do Espírito Santo e se atrevem a inventar novas coreografias da fé, novas unções e táticas para persuadir o povo.

Vivemos num tempo onde nos impressiona muito ver tanta ingenuidade do povo a cerca da palavra de Deus, em detrimento às "técnicas da fé" usadas por muitos pastores e líderes. Tais movimentos passam, são modas no meio evangélico que aparecem e desaparecem com o tempo, deixando alguns ricos, e muitos pobres, frustrados e faltos de entendimento. A moda passa, os movimentos e shows passam, as técnicas passam, o "kit gospel" é sempre trocado, mas, a palavra genuína de Deus não passa, não se enfraquece, não sai de moda, não se envelhece e continua abençoando vidas sem causar confusões, atritos e divisões. Ao contrário de muitos "movimentos espirituais".

Cabe ao líder, ao pastor, uma atitude sábia de reter o que é bom, ter certeza do chamado do ministério, aí então, não precisará ser alienado também, copiando, como papagaio, os movimentos e as pregações de outros pastores e líderes. Deus deu um chamado para cada um de nós, façamos como Salomão: Senhor, pedimos sabedoria para dirigir o Teu povo, sabedoria para ensinar a Tua palavra, sabedoria para tirarmos da Tua casa todo ensinamento que não provier das Santas Escrituras.

Nossa tarefa é apresentar a verdade de Cristo, o leite não contaminado, o alimento sadio para a alma do homem. Vivemos dias em que o Apostolo Paulo já havia profetizado que seria desta maneira:
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério (II Timóteo 4:3-5)

O homem tem perdido seus referenciais e tem andado conforme suas paixões loucas e nocivas. Houve um tempo no qual chamamos de Idade Média, onde a igreja teve uma grande oportunidade de colocar Deus no centro de todas as coisas, como o único e verdadeiro referencial a ser seguido. Porém, infelizmente, a igreja não alcançou tal objetivo, pois se preocupou em tratar com mesura, o nome da instituição religiosa e seus costumes. Destarte, pessoas foram mortas pela "Santa Inquisição", tudo porque não professavam a mesma fé romana. Lamentavelmente, fora apresentado ao homem, um deus cruel, exclusivista e que fazia acepção de pessoas. Conheceu-se, então, o deus criado pelo homem e não o Deus criador do homem.

Houve um outro tempo, o Modernismo, onde fora valorizado o homem, as idéias, a ciência. Porém, algumas teorias caíram em descrédito e perceberam que não era onipotente e sim, passível a mudanças e erros. Neste ínterim, surge o movimento "Pós-moderno", onde o referencial não existe e cada um segue sua vida, regido por livres pensamentos. O lema deste período é: "Deixa acontecer", "deixa a vida me levar" e coisas semelhantes a essas. O que estou querendo dizer é que a igreja pode aproveitar este momento e apresentar um novo referencial para a humanidade. Convém que apresentemos Jesus Cristo, o salvador, aquele que morreu na cruz e ressuscitou para oferecer vida eterna para todos aqueles que nele crerem.
A igreja não mais poderá perder este intuito, não deve perder mais tempo, mas sim, usar esta palavra poderosa que conduzirá esta geração que está sem rumo.

O pensador Silésio disse: "O coração do homem é tão grande que somente Deus pode preenchê-lo". O mundo precisa conhecer a palavra de Deus. O evangelho simples de Jesus Cristo que, não apenas informa, mas, transforma a vida do homem.

Como esses simples bichinhos, que tenhamos atitudes sábias que tenhamos a organização e persistência das formigas; a sabedoria do coelho em construir nossa casa sobre o alicerce seguro da palavra de Deus; que possamos viver unidos como os gafanhotos, um ajudando o outro e que possamos, como a lagartixa e a aranha, buscar alimento e proteção na presença de Deus.

fonte:http://www.apazdosenhor.org.br/ Ricardo Eleutério dos AnjosBirigui - Birigui-SPricardo.eleuterio@hotmail.com
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É Páscoa. E daí?

BRASIL (*) - Mais uma vez aproxima-se a páscoa. O comércio e a indústria certamente esperaram ansiosamente a chegada deste momento por razões obvias, mas nós o aguardamos por outras razões. E, portanto cabe perguntar: O que temos a comemorar na páscoa? Esta pergunta de velha já se tornou cansativa, mas quero oferecer-lhe uma resposta.

Temos a comemorar sua vida e suas palavras. Veja o que disse Jesus, o motivo da páscoa: “Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti. Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles a aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que me enviaste. Eu rogo por eles.”

Se perguntássemos a Jesus o que temos para comemorar ele diria: “Vocês devem comemorar a consciência adquirida sobre Deus, pois saber quem é Deus é a coisa mais importante, pois se você sabe quem Ele é, você é Dele.”

Sua vida e suas palavras eram tudo que ele tinha. Ele não possuía riquezas e bens. Não tinha um império econômico em suas mãos. Não tinha e nem queria ter poder político, seu reino não era do tipo que se pode ver. Sua vida e as palavras dadas a Jesus pelo Pai eram tudo que Ele tinha, era também o maior presente que Ele poderia nos dar. Estas palavras se tornaram eficazes por sua morte e encontramos nele a salvação de Deus.

Não era um mero homem, era o próprio Deus se entregando por nós, não eram simples palavras, eram palavras auto-reveladoras vindas do próprio Deus.

É precisamente isto que temos a comemorar. Deus nos deu Jesus, chamado de Emanuel (Deus conosco), por isso podemos celebrar esta páscoa bendida, pois a salvação de Deus chegou a todos os que crêem em Jesus,o cordeiro de Deus.

Escrito por: Pr. Eli Roberto N. Teixeira

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.

Fonte: Missão Portas Abertas
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Brasileiros muçulmanos já chegam a um milhão

Mesquita do Brás, em São Paulo

BRASIL (*) - Faz parte do imaginário popular a ideia de que o povo brasileiro é aberto, acolhedor, livre de preconceitos. Com uma Constituição forte e moderna, pode-se afirmar que no Brasil todos possuem os mesmos direitos e oportunidades, sem distinção de raça, credo ou sexo.

De fato, não há restrições legais para a prática das mais diversas religiões e o preconceito racial, por exemplo, há tempos é punido com rigor.

No entanto, há uma forma sutil de preconceito ou de animosidade que só é perceptível a quem faz parte de determinado grupo e que, na maioria das vezes, não chega a configurar uma violação das leis do país. Em algumas cidades, sobretudo do interior, protestantes e católicos vivem às turras; o mesmo acontece entre cristãos (católicos e protestantes) e espíritas em determinadas localidades e, nesse caso, a rixa é tão grande que não é raro que os envolvidos acabem na delegacia de polícia.

Uma prova para a paz

Pois a tradicional hospitalidade brasileira está para ser posta à prova mais uma vez. Vários veículos de comunicação vêm apontando o avanço do islamismo no Brasil. Em reportagem recente, o jornal francês Le Figaro publicou uma extensa matéria sobre o aumento do número de muçulmanos nas periferias dos grandes centros brasileiros. No ano passado, a revista Época relatou o mesmo fenômeno, mostrando como a religião muçulmana tem feito adeptos, sobretudo junto às comunidades mais pobres, que veem na mensagem islâmica de igualdade racial e justiça uma forma legítima de combater o racismo e a violência policial a que são submetidas com frequência.

Embora não seja possível precisar o número de muçulmanos no Brasil, estima-se que eles já sejam um milhão de fiéis. Conforme indicam os estudos, esse número só tende a crescer e a pergunta que fica é: como será a convivência entre os brasileiros de várias religiões e os brasileiros muçulmanos?

Terroristas de uma hora para outra?

Em países de maioria muçulmana, os adeptos de outras religiões, sobretudo os cristãos, enfrentam muitas dificuldades para professar sua fé com liberdade. No Brasil, qualquer pessoa tem o direito de optar pela religião que quiser, tem o direito de mudar de religião, tem o direito de frequentar o templo que bem entender, tem o direito até de não crer. E isso não é só no papel, já faz parte da cultura do brasileiro.

Mas, é interessante imaginar como seria a convivência entre os grupos, por exemplo, de cristãos pentecostais, tradicionais ou mesmo católicos com os convertidos ao islamismo... Quanto do preconceito enraizado no imaginário coletivo viria à tona e faria com que vizinhos ou colegas de faculdade passassem a ser vistos como terroristas, pelo fato de terem se tornado muçulmanos?

Os brasileiros em geral e os cristãos em particular devem estar preparados para essa nova realidade que se anuncia. Que aqueles que conhecem a salvação em Cristo jamais se desviem do seu chamado original de pregar o evangelho a toda criatura e que haja em cada um o desejo da paz. Afinal, os pacificadores serão chamados filhos de Deus (Mt 5.9).

Cristina Ignácio
Missão Portas Abertas

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.

Fonte: Missão Portas Abertas
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Adolescente cristã é queimada viva. Ore pela família

Mulheres de burca no Paquistão

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Paquistão

PAQUISTÃO (14º) - A agência de notícias International Christian Concern (ICC) foi informada de que um homem muçulmano supostamente queimou uma adolescente cristã viva em Lahore, Paquistão. A polícia paquistanesa ainda não prendeu nenhum suspeito.

A vítima, Kiran George, trabalhava como empregada doméstica na casa da família do suspeito, Muhammed Ahmed Raza. Raza abusou sexualmente de Kiran durante vários meses. No dia 9 de março, quando Raza tentou estuprar Kiran novamente, ela ameaçou chamar a polícia. Então, Raza e sua irmã despejaram gasolina em Kiran e a queimaram. “Aquela garotinha estava em chamas dos pés à cabeça. Kiran gritava por ajuda”, disse um vizinho.

Uma testemunha ocular chamou a família de Kiran, que a levou para o hospital Mayo. Os médicos a examinaram e disseram que 80% de seu corpo estava queimado.

Depois de lutar contra queimaduras graves, Kiran não aguentou e faleceu no dia 11 de março.

A família de Kiran e a comunidade cristã da região se reuniram diante da Assembleia de Punjab para protestar contra o crime horrendo cometido pela família muçulmana. Os manifestantes pediram que a polícia prendesse os suspeitos.

A família muçulmana alegou que Kiran foi queimada depois que suas roupas pegaram fogo enquanto fazia os serviços domésticos na cozinha.

Jonathan Racho, diretor regional da ICC no Sudeste Asiático, afirmou: “Estamos horrorizados com os abusos contínuos que os cristãos têm sofrido nas mãos dos muçulmanos no Paquistão. A negligência da polícia em prender os suspeitos que queimaram Kiran também demonstra a falta de justiça para os cristãos no Paquistão”.

Ore para que a família de Kiran seja consolada e fortalecida pelo Senhor.

Mas, e se fosse você?

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: International Christian Concern
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sábado, 13 de março de 2010

O livro de Ester é único entre todos os livros da Bíblia, porque em nenhum dos seus dez capítulos é mencionado o nome de Deus. Tal fato tem levado alguns estudiosos a concluírem que ele não possui caráter canônico. Certa vez, Martim Lutero chegou a dizer que gostaria que ele nem tivesse existido. Mas quanto mais você lê esse livro relativamente pequeno, mais reconhece a providência divina. Essa providência não é revelada de nenhuma forma miraculosa; antes, podemos observar que ela acontece de forma muito natural, à medida que contemplamos o desfecho de circunstâncias que culminam com a ascensão dos judeus, contrariando dessa forma a sua tão cuidadosamente planejada aniquilação.

“Nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a Índia até à Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias, naqueles dias, assentando-se o rei Assuero no trono do seu reino, que está na cidadela de Susã, no terceiro ano de seu reinado, deu um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, no qual se representou o escol da Pérsia e Média, e os nobres e príncipes das províncias estavam perante ele” (Ester 1.1-3).

Antes de iniciarmos nosso estudo, vamos identificar o rei Assuero. No livro Explore The Book, escrito por J. Sidlow Baxter, lemos:

O nome do filho de Dario foi decifrado como Khshayarsha, que, ao ser traduzido para o grego, é Xerxes, e que, traduzido para o hebraico, é, praticamente, letra por letra, Akhashverosch, o que corresponde a Assuero em português.

Os méritos para a primeira identificação de Assuero como Xerxes vão para Georg Friedrich Grotefend. Quando jovem estudante na Universidade de Göttingen, ele se propôs a decifrar pacientemente os personagens curiosos e bem delineados que foram encontrados em inscrições nas ruínas da antiga cidade persa de Persépolis. O nome do filho de Dario foi decifrado como Khshayarsha, que, ao ser traduzido para o grego, é Xerxes, e que, traduzido para o hebraico, é, praticamente, letra por letra, Akhashverosch, o que corresponde a Assuero em português. Presumindo que o nome era lido na língua persa, a identidade de Assuero estava estabelecida; e achados mais recentes corroboraram as descobertas de Grotefend.

A riqueza de detalhes dos eventos documentados nas Escrituras sempre me impressiona. A história não começa com “era uma vez”, mas identifica o nome do rei da época: Assuero. A extensão do império também é claramente definida: “da Índia... até à Etiópia”. Onde esse homem governava? “...na cidadela de Susã”. Quando isso ocorreu? “No terceiro ano do seu reinado”. Quem estava envolvido? “...os poderosos da Pérsia e Média, e os nobres e príncipes”. Se alguma dúvida surgir, podemos comparar esses dados com evidências arqueológicas obtidas de pratos de cobre, tabuinhas de barro, remanescentes de ruínas ou inúmeras outras fontes de documentos históricos.

O evento sobre o qual iremos falar começa quando a rainha se recusa a obedecer às ordens do rei. Já li vários comentários sobre a razão pela qual a rainha Vasti se recusou a atender o convite de seu marido. Um grande número de estudiosos da Bíblia concluiu que a rainha era uma pessoa de caráter íntegro que se recusou a participar de uma orgia de bêbados, promovida pelo seu marido e os demais membros da nobreza. Essa conclusão é baseada no estudo da história que identifica o rei Xerxes como um indivíduo emocionalmente instável, que era cruel em suas atitudes e imprevisível em suas ações. Isso pode soar um tanto lógico para muitas pessoas hoje em dia, uma vez que não é mais comum atualmente que uma esposa atenda a uma ordem do marido. Esse tipo de comportamento foi a base para o movimento de busca de direitos iguais para homens e mulheres. Em nossa sociedade moderna, tornou-se quase impossível continuar seguindo os costumes antigos. Na maioria das famílias, tanto o marido quanto a mulher trabalham a fim de sustentar o lar. Em muitos casos, o salário da mulher é até mais alto que o do marido; por isso, parece não haver sentido em que um dos parceiros do casamento esteja acima do outro. Em outras palavras, esse é um processo evolucionário natural. Quem pode discutir com essa conclusão lógica: se a sua esposa trabalha o dia inteiro e volta para casa para encontrar um lar desarrumado, por que você não deveria ajudá-la com os afazeres domésticos? Eu apoio esse comportamento de todo o coração e acrescento ainda um forte “Amém!”

Podemos nos opor a esse desenvolvimento o quanto quisermos; podemos identificá-lo como uma filosofia da Nova Era ou algo antifamília. Esse até pode ser o caso e não discordo disso. Mas, fatos são fatos. Nós não estamos apenas vivendo em um tempo onde a igualdade entre maridos e esposas é uma realidade, mas também em uma época em que as crianças também são freqüentemente incluídas nas decisões familiares.

Contudo, três fatores me fazem discordar dos meus colegas a respeito da reação da rainha Vasti:

1) No versículo 5 lemos: “...deu o rei um banquete a todo o povo que se achava na cidadela de Susã, tanto para os maiores como para os menores...” Tratava-se de um evento oficial e autorizado, baseado em uma ordem do rei.

2) “Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres na casa real do rei Assuero” (v. 9). É enfatizado o fato de a rainha ter oferecido uma festa para as mulheres na casa que pertencia ao rei Assuero, indicando que ela lhe era sujeita. Aparentemente, nenhuma provisão legal foi feita para que a rainha Vasti realizasse seu próprio evento; portanto, ela agiu fora da lei.

3) No versículo 8 lemos: “Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito”. Essa civilização era bem avançada e governada pela lei. Várias evidências de antigos artefatos testificam que essa era uma civilização bem desenvolvida. Veremos mais tarde que as leis eram tão poderosas, que nem o próprio rei poderia passar por cima delas. Por isso, a interpretação de que a rainha Vasti teria justificadamente se oposto ao banquete de bêbados não tem fundamentação bíblica.

A rainha havia infringido a lei! Vasti havia se rebelado contra a autoridade estabelecida pela civilização persa.

Arriscando a possibilidade de ser mal-entendido, eu me aventuro a dizer que a rainha Vasti era uma feminista, que estava interessada somente em fazer a sua própria vontade, mesmo se isso importasse em desrespeitar a autoridade de seu marido, o que podemos constatar no versículo 12: “Porém a rainha Vasti recusou vir por intermédio dos eunucos, segundo a palavra do rei, pelo que o rei muito se enfureceu e se inflamou de ira”.

Embora vejamos que o rei estava de fato irado, ele não agiu como um bêbado irresponsável, ou como um ditador insensível que abusava de sua autoridade. O rei Assuero convocou todos os seus conselheiros oficiais: “...os sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os interesses do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito” (v. 13). Uma questão foi levantada: “O que deveria ser feito à rainha Vasti, segundo a lei?” Novamente, vemos que o manejo da situação envolvia um procedimento ordenado, uma questão legal, com conseqüências nacionais. A rainha havia infringido a lei! Vasti havia se rebelado contra a autoridade estabelecida pela civilização persa. É interessante observar que o rei deu uma ordem quase idêntica ao que é dito no Novo Testamento: “...cada homem deve ser senhor de sua própria casa” (Ester 1.22). Em 1 Timóteo 3.5 lemos: “pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” Para um homem servir a Deus, é necessário que ele governe sua própria casa. A rainha Vasti estava dando seu banquete na casa do rei.

Mordecai, o judeu

O povo judeu, que tinha sido disperso de Jerusalém e levado cativo à terra de Babilônia, que mais tarde acabou sendo governada pelos medo-persas, vivia aparentemente em paz e gozava de prosperidade. Dentre aqueles judeus havia um de nome Mordecai, que tinha uma sobrinha chamada Ester. Quando Mordecai descobriu que a rainha Vasti havia se separado do rei Assuero, o que resultou em sua dispensa, e que o rei procurava uma nova rainha, ele apresentou Ester como candidata.

Ester logo tornou-se a favorita do rei e lemos: “Assim foi levada Ester ao rei Assuero, à casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado” (Ester 2.16).

O povo judeu tinha sido disperso de Jerusalém e levado cativo à terra de Babilônia, que mais tarde acabou sendo governada pelos medo-persas. Dentre aqueles judeus havia um de nome Mordecai.

O tio Mordecai permanecia observando tudo de longe. Ele era um servo fiel do rei gentio e aparentemente cumpria tudo o que a lei exigia. Contudo, havia uma exceção: Mordecai, o judeu, recusou-se a curvar-se diante do primeiro-ministro do reino, chamado Hamã, o agagita: “Todos os servos do rei que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha ordenado o rei a respeito dele. Mordecai, porém, não se inclinava, nem se prostrava” (Ester 3.2).

Será que Mordecai se recusou a se prostrar diante de Hamã porque ele reconhecia a arrogância desse homem? Será que ele não o honrou porque estaria sendo hipócrita? Nós sabemos através de outros versículos que o ato de se curvar perante uma autoridade ou um hóspede estimado era muito comum naqueles dias. Uma coisa é certa, Mordecai não se curvaria perante Hamã. Até os servos do rei perguntaram: “por que transgrides as ordens do rei?” (Ester 3.3). Mordecai deliberadamente violou o mandamento do rei. Obviamente Hamã tinha autoridade para eliminar Mordecai. Aparentemente, esse homem estava tão cheio de orgulho e ódio, que matar somente um homem não iria satisfazer-lhe os desejos. Então, ele planejou a aniquilação de todo o povo judeu existente no reino: “Porém teve como pouco, nos seus propósitos, o atentar apenas contra Mordecai, porque lhe haviam declarado de que povo era Mordecai, por isso, procurou Hamã destruir todos os judeus, povo de Mordecai, que havia em todo o reino de Assuero” (Ester 3.6).

A fim de cumprir seus intentos malignos, Hamã tinha que proceder de conformidade com a lei. Sendo um confiável oficial do governo, ele apresentou seu caso ao rei: “Então disse Hamã ao rei Assuero: Existe espalhado, disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as do rei, pelo que não convém ao rei tolerá-lo. Se bem parecer ao rei, decrete-se que sejam mortos, e, nas próprias mãos dos que executarem a obra, eu pesarei dez mil talentos de prata para que entrem nos tesouros do rei. Então, o rei tirou da mão o seu anel, deu-o a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus” (Ester 3.8-10). Hamã misturou a verdade com mentiras. O fato de que as “leis [do povo judeu] são diferentes das leis de todos os povos” era verdade, mas ele acrescentou uma mentira óbvia: “...e não cumpre as [leis] do rei...” Mordecai foi quem quebrou a lei, não os demais judeus. De qualquer forma, o destino dos judeus estava selado! O versículo 13 nos dá os detalhes: “Enviaram-se as cartas, por intermédio dos correios, a todas as províncias do rei, para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, e que lhes saqueassem os bens” (Ester 3.13). O terceiro capítulo conclui: “o rei e Hamã se assentaram a beber, mas a cidade de Susã estava perplexa”. As pessoas estavam impressionadas, o rei não sabia de nada, e Hamã se regozijava porque seus planos estavam se realizando.

Sem dúvida os judeus, que tinham ganhado riquezas na terra do cativeiro, tornaram-se parte integral desse reino próspero. De repente, essa nova lei foi introduzida e consistia em uma sentença de morte para todo o povo judeu. Que terrível tragédia foi para os judeus saberem que todos iriam ser executados no dia 13 do mês de adar.

As propriedades e as riquezas que eles haviam acumulado seriam dadas para seus piores inimigos. Como eles devem ter clamado a Deus: “Oh! Senhor, como podes deixar isso acontecer conosco? Nós somos o teu povo, a quem o Senhor tirou da escravidão do Egito. O Senhor nos fez uma grande nação, mas temos pecado contra ti. O Senhor nos rejeitou novamente, mas prometeu que nos traria de volta, e agora toda a nossa esperança está perdida e estamos por perecer”. O que os judeus não sabiam é que todos os seus inimigos seriam identificados pela sua sentença de morte. Não havia muita dúvida de que aqueles que odiavam os judeus estavam deixando bem claro que viriam ao seu encalço. Eles provavelmente os atormentaram contando os dias. Os inimigos não podiam tocá-los enquanto o dia determinado não chegasse, porque os judeus estavam protegidos pela lei como o restante do povo. A lei e a ordem foram implementadas pela autoridade do rei. Os judeus estavam seguros até o dia 13 do mês de adar, quando uma outra lei se tornaria efetiva.

Nesse meio tempo, Mordecai e todos os judeus do reino começaram a orar: “...havia entre os judeus grande luto, com jejum e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza” (Ester 4.3).

A rainha Ester

Foi nessa hora que Ester entrou em cena. Mordecai a contactou com uma afirmação profundamente profética: “Porque se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?” (Ester 4.14). A profunda fé de Mordecai no Deus de Israel é evidente. Ele ainda acreditava em um livramento mas não sabia como este iria acontecer.

Ester reconheceu que sua situação era precária porque ela não poderia se aproximar do rei sem a sua permissão. Contudo, essa mulher determinada, que teve um papel fundamental na salvação física dos judeus, tinha tomado uma decisão. Se fosse necessário, ela estava preparada para dar a vida pelo seu povo: “...se perecer, pereci” (Ester 4.16).

Ester chegou à conclusão de que a vida do seu povo era mais importante que a dela. Ela infringiu a lei, aproximando-se do rei sem um convite formal, e encontrou graça perante o rei Assuero: “Quando o rei viu a rainha Ester parada no pátio, alcançou ela favor perante ele; estendeu o rei para Ester o cetro de ouro que tinha na mão; Ester se chegou e tocou a ponta do cetro” (Ester 5.2). Esse gesto foi o primeiro sinal de esperança para a salvação de Israel. O cetro é um símbolo e uma expressão do poder real. Embora esse cetro estivesse nas mãos do rei Assuero, o verdadeiro poder repousa sobre o cetro ao qual Jacó se referiu profeticamente quando falou a respeito de Judá: “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (Gênesis 49.10).

Mais tarde na história, lemos sobre Balaão, o profeta gentio que descreveu o povo do cetro: “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete” (Números 24.17).

Por isso, quando lemos que: “o rei apontou para Ester o cetro de ouro que estava em sua mão”, devemos perceber que esse era mais do que um ornamento decorado de ouro na mão de um rei gentio; era a providência de Deus para Israel que estava naquele cetro.

Como Ester reagiu? Ela falou ao rei imediatamente sobre a catástrofe que aconteceria ao seu povo? Ela implorou por misericórdia? Não. Ester sabia que estava na presença do rei que possuía o poder pelo qual poderia decretar uma nova lei. De forma sábia, Ester primeiro procurou criar uma amizade não somente com o rei, mas também com o inimigo: “Respondeu Ester: Se bem te parecer, venha o rei e Hamã, hoje, ao banquete que eu preparei ao rei” (Ester 5.4).

Durante o banquete, o rei perguntou: “Qual é a tua petição?” (Ester 5.6). Ester respondeu: “se achei favor perante o rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a petição, e cumprir o meu desejo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar amanhã, e então farei segundo o rei me concede” (Ester 5.8). A rainha Ester foi cautelosa. Ela se comportou com dignidade real e convidou Hamã e o rei para um outro banquete no dia seguinte.

Cheio de alegria e completamente cego quanto ao seu destino, Hamã proclamou a sua esposa e amigos: “Contou-lhes Hamã a glória das suas riquezas e a multidão de seus filhos, e tudo em que o rei o tinha engrandecido, e como o tinha exaltado sobre os príncipes e servos do rei” (Ester 5.11). A grande honra que lhe fora dada não o fez consciente da sua própria desgraça; aliás, o que aconteceu foi exatamente o oposto: ele mergulhou em uma escuridão ainda maior. Hamã disse: “Porém tudo isto não me satisfaz, enquanto vir o judeu Mordecai assentado à porta do rei” (Ester 5.13). Aí sua esposa se envolveu: “Então, lhe disse Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinqüenta côvados de altura, e, pela manhã dize ao rei que nela enforquem Mordecai; então, entra alegre com o rei ao banquete. A sugestão foi bem aceita por Hamã, que mandou levantar a forca” (Ester 5.14). A execução de Mordecai foi agendada para o dia seguinte, antes que Hamã comparecesse ao banquete.

O rei não conseguia dormir

No começo do capítulo 6, ficamos sabendo que o rei, a quem o cetro fora concedido, não estava conseguindo dormir à noite. Se o rei tivesse conseguido dormir, Mordecai provavelmente teria sido executado e Hamã teria conseguido agir com autoridade. Mas Deus não havia planejado as coisas assim. Primeiro era necessário que Mordecai fosse poupado, e que o orgulhoso Hamã fosse humilhado e preparado para sua própria execução.

Quando foram lidas as crônicas diante do rei insone, achou-se escrito que certa vez Mordecai tinha salvado a vida de Assuero. Então o rei perguntou: “Que honras e distinções se deram a Mordecai por isso?” (Ester 6.3). Semelhantemente aos nossos dias, esse fato havia-se perdido em meio à burocracia do reino: “Nada lhe foi conferido” (v. 3), foi a resposta do servo.

Nesse caso, a insônia fez com que o rei ficasse alerta. Ele não agiu irracional e irresponsavelmente como fez quando deu ouvidos ao argumento de Hamã a respeito da aniquilação do povo judeu.

Uma observação pessoal: talvez a solução para sua insônia não esteja em remédios, visitas a médicos ou terapeutas. Pode ser que a hora da sua insônia seja um tempo em que Deus deseja falar com você. Sei que muitos sofrem de uma ou mais das inúmeras causas físicas ou emocionais que podem causar insônia. Mas em certas ocasiões não há razão para ela; você simplesmente não consegue dormir. Essa é uma hora ideal para se ocupar com o seu Criador; abra o livro, o Seu livro, e perceba que Ele salvou a sua vida. Você escapou de uma eternidade perdida e sem Deus para a presença na mansão real. Que honra foi dada a Ele que lhe salvou? Ele fez com que nossas Bíblias fossem escritas para que pudéssemos entender Suas intenções. Em suas páginas você encontrará uma declaração de amor: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Você já ofereceu uma resposta a essa oferta? Se ainda não, faça-o hoje.

Você já leu a acusação que Jesus fez às pessoas de Jerusalém: “Nunca lestes nas Escrituras...?” (Mateus 21.42)? Você quer saber sobre o futuro? Use a sua insônia para ler mais sobre ele e então reaja ao que tiver lido através de uma conversa com Jesus. Ninguém nunca orou tanto como Jesus; Ele passava noites inteiras em oração. Durante Seus últimos dias, Ele teve que repreender Seus discípulos: “Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?” (Mateus 26.40). Pode muito bem ser que Deus providenciará essa insônia para que você tome uma posição sacerdotal em favor daqueles que estão por perecer. Vidas estão em jogo! Conforme Apocalipse 1.6, Jesus, “nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai”. Seja como a rainha Ester, que estava pronta a abrir mão de sua vida para ir à presença do rei e interceder sacerdotalmente pelo seu povo. Você fará isso hoje?

Hamã levou Mordecai montado em um dos cavalos do rei, elogiando-o em alta voz, para todos ouvirem.

A confiança que o rei tinha em Hamã era impressionante. Parece que, coincidentemente, Hamã estava no átrio do palácio do rei, pronto para pedir permissão para enforcar Mordecai na forca que já havia preparado. Naquele exato momento, o rei o chamou e perguntou: “Que se fará ao homem a quem o rei deseja honrar?” (Ester 6.6). Com presunção, cegueira espiritual e o coração cheio de ódio, Hamã só conseguia pensar que ele era esse homem a quem o rei tinha o desejo de honrar. Por isso, disse sem hesitar: “tragam-se as vestes reais, que o rei costuma usar, e o cavalo em que o rei costuma andar montado, e tenha na cabeça a coroa real; entreguem-se as vestes e o cavalo às mãos dos mais nobres príncipes do rei, e vistam delas aquele a quem o rei deseja honrar; levem-no a cavalo pela praça da cidade e diante dele apregoem: Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar” (Ester 6.8-9). O rei sabia que Mordecai era judeu? Ele sabia que Hamã o odiava? A ordem do rei para Hamã foi a pior coisa que lhe poderia ter acontecido. Ele estava tão confiante em sua vitória que o orgulho lhe subiu à cabeça. Agora, porém, ele teria que desfilar pela cidade falando para as pessoas que Mordecai era o homem que o rei se alegrava em honrar. Os cidadãos de Susã estavam indubitavelmente confusos. Eles ficaram chocados com a proclamação de que todos os judeus deveriam ser mortos em determinado dia. Certamente eles sabiam que tinha sido Hamã quem havia expedido tal ordem. No entanto, agora ele estava levando Mordecai montado em um dos cavalos do rei, elogiando-o em alta voz, para todos ouvirem.

Assim que retornou ao palácio, “Hamã se retirou correndo para casa, angustiado e de cabeça coberta” (Ester 6.12). Aí ele recebeu notícias ainda piores: “Então, os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mordecai, perante o qual já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele; antes, certamente, cairás diante dele” (Ester 6.13). Com certeza, o povo de Susã já estava familiarizado com os judeus. Eles viviam juntos na mesma cidade que abrigava as sinagogas onde os judeus se reuniam. Eles trabalhavam para se sustentar. Alguns eram bem-sucedidos e contratavam outros, criando empregos. Não temos razão nenhuma para acreditar que os judeus daquela época em Susã eram diferentes dos de hoje. A frase “Se Mordecai... é da descendência dos judeus...”, indica que eles eram respeitados e conhecidos pela sua adoração ao Deus invisível e pelo estudo da Sua Palavra.

Hamã havia articulado uma estratégia infalível, e a aniquilação dos judeus estava certa; apenas um curto período de tempo os separava da vida e da morte. Eles também sabiam que a lei outorgada pelo rei não poderia ser revogada. Uma vez que a lei fora sancionada com o selo real, ela tinha que ser aplicada. Isso indica claramente que o governo medo-persa era de qualidade muito superior às formas de governo que temos hoje. Agora, os políticos podem prometer muitas coisas aos seus eleitores, mas quando são eleitos eles não são obrigados, por lei, a manter suas promessas. Portanto, compreendemos que das quatro potências gentílicas – Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma – a última é a inferior. No livro de Daniel, capítulo 2, vemos a composição das quatro potências mundiais: Babilônia, representada pelo ouro; Medo-Pérsia, prata; Grécia, cobre; e Roma, ferro e barro. Portanto, a inferioridade de todos os governos após a Babilônia e a Medo-Pérsia é evidente.

Hamã nem tinha bem terminado de ouvir as terríveis notícias de sua própria esposa e de seus conselheiros quando uma mensagem urgente do rei o interrompeu: “Falavam estes ainda com ele quando chegaram os eunucos do rei e apressadamente levaram Hamã ao banquete que Ester preparara” (Ester 6.14).

Hamã é desmascarado

Esse banquete privado que a rainha Ester havia preparado era realmente muito especial. O convidado de honra era Hamã, e pela terceira vez o rei perguntou: “Qual é a tua petição, rainha Ester?” (Ester 7.2). Aí, outra revelação devastadora foi feita: “Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parecer ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, e, pelo meu desejo, a vida do meu povo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez; se ainda como servos e como servas nos tivessem vendido, calar-me-ia, porque o inimigo não merece que eu moleste o rei” (Ester 7.3-4). O rei Assuero, que havia depositado sua total confiança em Hamã, aparentemente não tinha investigado coisa alguma sobre as origens da rainha Ester. Ele não sabia que ela era judia. “Então, falou o rei Assuero e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse cujo coração o instigou a fazer assim?” (Ester 7.5). De forma triunfante, Ester havia chegado ao ponto final de seu plano. Essa frágil e bonita mulher, que arriscou sua vida para salvar seu povo, agora tinha a atenção do rei, a maior autoridade naquela terra. “Respondeu Ester: O adversário e inimigo é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha” (Ester 7.6).

“Hamã, porém, ficou para rogar por sua vida à rainha Ester, pois viu que o mal contra ele já estava determinado pelo rei” (Ester 7.7).

Hamã tinha toda a razão de estar com medo. Agora esse homem, que antes fora tão ousado e corajoso, revelou-se um covarde: “Hamã, porém, ficou para rogar por sua vida à rainha Ester, pois viu que o mal contra ele já estava determinado pelo rei” (Ester 7.7). O fim de Hamã tinha chegado; não havia mais chance para misericórdia: “Tendo o rei dito estas palavras, cobriram o rosto de Hamã” (Ester 7.8). Um homem condenado não poderia mais olhar para a face do rei. A forca que Hamã havia construído para matar Mordecai, o judeu, tornou-se instrumento de sua própria execução: “Enforcaram, pois, Hamã na forca que ele tinha preparado para Mordecai. Então, o furor do rei se aplacou” (Ester 7.10).

O último pedido da rainha Ester

Hamã foi executado e Mordecai foi exaltado. Contudo, os problemas do povo judeu no reino ainda não estavam resolvidos.

Novamente, Ester arriscou sua vida: “Falou mais Ester perante o rei e se lhe lançou aos pés; e, com lágrimas lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que havia empreendido contra os judeus” (Ester 8.3). Novamente, “estendeu o rei para Ester o cetro de ouro...” (Ester 8.4). Esse era o sinal da graça, e agora ela poderia novamente apresentar seu caso em favor do seu povo: “...escreva-se que se revoguem os decretos concebidos por Hamã, filho de Hamedata, o agagita, os quais ele escreveu para aniquilar os judeus que há em todas as províncias do rei” (Ester 8.5). Mas havia um problema: o rei não poderia conceder esse último desejo à rainha Ester. A lei daquela terra era irrevogável. Uma vez que o rei havia autorizado e selado referida lei com seu anel, ela não poderia ser revertida, “...porque os decretos feitos em nome do rei e que com o seu anel se selam não se podem revogar” (Ester 8.8).

Isso deve nos lembrar das eternas leis de Deus. Quando o Senhor avisou a Adão que ele morreria se comesse do fruto proibido, essa Lei não poderia ser revogada. Daquele dia em diante, cada pessoa na face da terra estava destinada a morrer, desde o momento de seu nascimento. Não existe possibilidade de se revogar uma Lei Eterna de Deus. Portanto, qualquer um que quiser viver sob a Lei, nunca terá a chance de ter a vida eterna. Para podermos escapar da morte eterna, precisamos aprender uma nova Lei. Essa Lei é baseada em uma outra Lei, estabelecida pelo Filho de Deus. João 3.36 diz: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus”. Esse é o ponto principal da mensagem da Bíblia: a fé no sacrifício substituto do Filho de Deus nos coloca sob a jurisdição de uma nova Lei, a Lei do amor. A morte certamente está sob a Lei antiga; contudo, essa sentença de morte já foi executada sobre o Senhor Jesus Cristo, que pagou pelas nossas transgressões em sua totalidade. Qualquer tentativa em manter leis estabelecidas por assembléias, em guardar certos dias santos ou o sábado, a fim de se obter a justificação, é vã. Nada disso levará à salvação eterna, mas sim à condenação. A Bíblia diz claramente: “Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las. E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gálatas 3.10-13).

No caso da rainha Ester, vemos que uma nova lei teria que ser escrita: “Então, foram chamados, sem detença, os secretários do rei, aos vinte e três dias do mês de sivã, que é o terceiro mês. E, segundo tudo quanto ordenou Mordecai, se escreveu um edito para os judeus, para os sátrapas, para os governadores e para os príncipes das províncias que se estendem da Índia à Etiópia, cento e vinte e sete províncias, a cada uma no seu próprio modo de escrever, e a cada povo na sua própria língua; e também aos judeus segundo o seu próprio modo de escrever e a sua própria língua” (Ester 8.9). Qual era o conteúdo dessa lei? “...o rei concedia aos judeus de cada cidade que se reunissem e se dispusessem para defender a sua vida, para destruir, matar e aniquilar de vez toda e qualquer força armada do povo da província que viessem contra eles, crianças e mulheres e que se saqueassem os seus bens” (Ester 8.11).

Quem eles iriam destruir? Que propriedade eles saqueariam? Anteriormente, vimos que os inimigos dos judeus se identificaram pelos preparativos que estavam fazendo para a sua destruição. Tenho certeza que os judeus sabiam exatamente onde moravam seus inimigos. A lei anterior, redigida por Hamã, havia causado a identificação de tais inimigos.

Um evento similar aconteceu quando Israel estava sob o jugo de Faraó. Depois que Moisés requisitou a liberação do povo, Faraó se recusou a deixá-lo partir e ordenou que os israelitas fossem pelo campo e ajuntassem sua própria palha. Assim fazendo, eles se familiarizaram com os vizinhos egípcios, suas casas, e também o conteúdo destas. Então, quando chegou a hora do êxodo, eles foram até a casa daquelas pessoas e pegaram seus bens mais valiosos.

Os judeus ainda tinham uma sentença de morte pairando sobre suas cabeças, mas também tinham uma nova lei selada pelo rei: “No dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, quando chegou a palavra do rei e a sua ordem para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus contavam assenhorear-se deles, sucedeu o contrário, pois os judeus é que se assenhorearam dos que os odiavam; porque os judeus, nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, se ajuntaram para dar cabo daqueles que lhes procuravam o mal; e ninguém podia resistir-lhes, porque o terror que inspiravam caiu sobre todos aqueles povos. Todos os príncipes das províncias, e os sátrapas e os governadores, e os oficiais do rei auxiliavam os judeus, porque tinha caído sobre eles o temor de Mordecai” (Ester 9.1-3).

O livro de Ester, foto ao lado.

A rainha Ester arriscou sua vida. Ela estava disposta a sacrificar-se por seu povo e passou a ser a principal personagem envolvida na salvação física da raça judaica. Seu primo Mordecai foi elevado à realeza: “Então, Mordecai saiu da presença do rei com veste real azul-celeste e branco, como também com grande coroa de ouro e manto de linho fino e púrpura; e a cidade de Susã exultou e se alegrou” (Ester 8.15). É importante observar o resultado dessa elevação de Mordecai: “Sucedeu isto no dia treze do mês de adar; no dia catorze, descansaram e o fizeram dia de banquetes e de alegria” (Ester 9.17). É assim que o Senhor trabalha. Em meio à fraqueza, Ele demonstra Sua força; em meio ao desespero, Ele dá eterna segurança. E através da morte, Ele traz a vida eterna. Nenhuma campanha, protesto organizado ou resistência teria ajudado os judeus durante o reinado de Assuero. Apenas a resolução firme da rainha Ester em arriscar a sua vida fez a diferença.

Quando o Evangelho é pregado em verdade, como foi o caso da igreja primitiva em Jerusalém, o Senhor age. Lemos em Atos 2.42-43,46-47: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”.

Na igreja primitiva eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos”. Novamente, não lemos nada sobre qualquer tipo de marchas de protesto, oposição contra o governo, ou de luta contra todos os tipos de maldade social. Porém, a verdadeira dedicação dos crentes ao Evangelho fez com que tivessem o favor do povo. Eles não eram respeitados por sua posição social, mas por causa da sua simples fé, obedecendo ao que o Senhor havia ordenado, pregando o Evangelho a todas as pessoas em todo lugar.

No desenvolvimento da igreja primitiva, nada lemos sobre cruzadas especiais ou grandes eventos ecumênicos, mas sim sobre a adesão à doutrina dos apóstolos. A última frase diz: “...acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Essa é a chave para a evangelização nos últimos dias. É de suma importância fazermos a vontade de Deus. Quando formos obedientes a Deus e nos dispusermos a nos sacrificar pela causa do Evangelho, verdadeiramente o Senhor acrescentará à Igreja diariamente os que forem salvos.

A instituição da festa de Purim

Até o dia de hoje, a festa de Purim é celebrada em Israel e nas casas dos judeus em todo o mundo. É a celebração da vitória da rainha Ester sobre Hamã, o inimigo dos judeus: “Mordecai escreveu estas coisas e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero, aos de perto e aos de longe, ordenando-lhes que comemorassem o dia catorze do mês de adar e o dia quinze do mesmo, todos os anos, como os dias em que os judeus tiveram sossego dos seus inimigos, e o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa; para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros, e dádivas aos pobres. Assim, os judeus aceitaram como costume o que, naquele tempo, haviam feito pela primeira vez, segundo Mordecai lhes prescrevera; porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo de todos os judeus, tinha intentado destruir os judeus; e tinha lançado o Pur, isto é, sortes, para os assolar e destruir. Mas, tendo Ester ido perante o rei, ordenou ele por cartas que o seu mau intento, que assentara contra os judeus, recaísse contra a própria cabeça dele, pelo que enforcaram a ele e a seus filhos. Por isso, àqueles dias chamam Purim, do nome Pur. Daí, por causa de todas as palavras daquela carta, e do que testemunharam, e do que lhes havia sucedido” (Ester 9.20-26). (Arno Froese - http://www.beth-shalom.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2004.
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